Alberto Neto é o mais bem avaliado, diz pesquisa Iveritas

Essa leitura conversa com pesquisas divulgadas nas últimas semanas. Em março, a AtlasIntel mostrou Alberto Neto com 24% no consolidado de 1º e 2º votos
Redação O Poder
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Pesquisa Iveritas/Imediato mostra que Alberto Neto soma 36,15% no primeiro voto, seguido por Eduardo Braga (MDB), com 28,09%, e por Plínio Valério (PSDB), com 11,57%. Depois aparecem Marcelo Ramos, com 9,87%, e Marcos Rotta, com 6,35%. Brancos e nulos somam 4,32%, e 3,64% disseram não saber. No segundo voto, porém, o desenho muda e ajuda a explicar por que a disputa segue aberta. Na apresentação do levantamento, Plínio Valério aparece com 23,02%, Marcelo Ramos com 17,63%, Capitão Alberto Neto com 12,11%, Eduardo Braga com 10,92% e Marcos Rotta com 7,10%. Nesse mesmo recorte, brancos e nulos chegam a 13,32%, e os indecisos somam 16,58%, um patamar alto o suficiente para mostrar que o eleitorado ainda não fechou conta sobre as duas cadeiras que estarão em jogo em 2026.

O principal recado político do levantamento é que Alberto Neto chega à nova rodada como o nome mais forte na largada individual, sobretudo no primeiro voto, mas ainda sem transformar essa dianteira em cenário consolidado para as duas vagas. Em eleições para o Senado, em que cada eleitor vota em dois nomes, liderar uma das escolhas é relevante, mas não resolve sozinho a disputa. O que a Iveritas mostra é um primeiro voto mais concentrado em Alberto e Braga, enquanto o segundo voto permanece mais espalhado e sujeito a rearranjos.

Essa leitura conversa com pesquisas divulgadas nas últimas semanas. Em março, a AtlasIntel mostrou Alberto Neto com 24% no consolidado de 1º e 2º votos, Eduardo Braga com 19,3%, Plínio Valério com 17,4% e Marcelo Ramos com 15,3%, enquanto Roberto Cidade aparecia com 5,2%. Já a Veritá, divulgada no fim de março, apontou Alberto com 27%, Braga com 20,7%, Marcelo Ramos com 8,8%, Plínio com 6,4% e Wilson Lima com 5,3%. Em outra rodada, a Real Time Big Data também colocou Alberto na dianteira e mostrou a segunda vaga em disputa mais fragmentada, com Braga e Wilson em empate em um dos cenários testados.

Quando se amplia a série para 2025, também não há exatamente surpresa no protagonismo de Alberto Neto, mas sim uma confirmação de que ele passou a integrar de forma mais consistente o bloco principal da disputa. Em novembro de 2025, pesquisa Ipen mostrava Eduardo Braga com 30%, Alberto Neto com 18,9% e Wilson Lima com 15,5%, com Plínio Valério, Marcos Rotta e Marcelo Ramos mais atrás. Em julho do mesmo ano, o mesmo instituto já registrava Braga com 27,3%, Alberto com 20,4% e Wilson com 16,1%. A diferença agora é que Alberto deixa de ser apenas um nome competitivo e passa a aparecer na frente no primeiro voto em mais de um levantamento recente.

Mas o dado que mais impede qualquer conclusão precipitada é o fato de que a pesquisa Iveritas não mediu Wilson Lima no Senado. E isso, neste momento, pesa muito. No fim de semana, Wilson renunciou ao governo e confirmou sua saída do cargo dentro do prazo de desincompatibilização, abrindo caminho para disputar uma vaga na Casa Alta, enquanto Roberto Cidade assumiu interinamente o Executivo estadual. Com isso, a disputa ao Senado deixou de ser apenas a corrida medida até aqui entre Alberto, Braga, Plínio, Marcelo e outros nomes. Ela passou a ter um novo competidor de alto conhecimento público, com recall estadual e histórico de desempenho relevante em pesquisas anteriores.

A pesquisa portanto é útil para registrar o momento em que Alberto Neto aparece mais forte no primeiro voto e Eduardo Braga segue como nome central na briga pela outra vaga. Também ajuda a mostrar que Plínio Valério preserva força específica no segundo voto, o que o mantém vivo no jogo. Mas, sem Wilson no questionário, o levantamento não capta plenamente o novo cenário aberto a partir da renúncia do governador.

Há ainda outro ponto importante: o Senado do Amazonas parece estar menos definido do que a manchete da liderança isolada pode sugerir. A própria Veritá indicou um espaço relevante de indecisos, com 18,6% sem resposta, enquanto a Iveritas mostra 16,58% de indecisos no segundo voto e 13,32% de brancos e nulos nesse mesmo recorte. Em termos eleitorais, isso significa que a segunda vaga continua especialmente vulnerável a mudanças de cenário, alianças, entrada ou saída de nomes e efeitos de campanha mais perto da eleição.

No conjunto, a pesquisa Iveritas/Imediato sugere uma fotografia clara: Alberto Neto aparece hoje como o nome mais forte na primeira escolha do eleitor amazonense para o Senado, Eduardo Braga continua no bloco principal da disputa e Plínio Valério mostra capacidade de retenção no segundo voto. Mas a corrida está longe de encerrada. Com Wilson Lima agora formalmente no radar e com o eleitor ainda distribuindo seu voto de forma desigual entre as duas vagas, o Senado do Amazonas segue como uma das disputas mais abertas e móveis de 2026.

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