O senador Eduardo Braga (MDB) definiu a postura do partido para a eleição indireta que escolherá o novo governador do Amazonas. Em entrevista à jornalista Rosiene Carvalho, o cacique emedebista afirmou que não haverá imposição partidária para a votação marcada para o dia 4 de maio. Com isso, os deputados estaduais Cristian D’Angelo e Thiago Abrahim estão liberados para votar “livremente”.
A decisão de não fechar questão é um movimento estratégico de Braga, que evita o desgaste direto com as chapas em disputa enquanto mantém a bancada como peça de diálogo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
“O MDB, nós temos dois deputados, os dois deputados do MDB vão votar livremente, nós não fechamos questão”, pontuou o senador.
Favoritismo e Cautela
Ao analisar o cenário, Braga não ignorou o peso político do atual governador interino e presidente da Aleam, Roberto Cidade (União Brasil), que encabeça a chapa ao lado de Serafim Corrêa (PSB). O senador admitiu que Cidade entra na disputa como favorito, mas manteve o tom de cautela característico de quem conhece bem os bastidores do poder: “Só quando se abrem as urnas e se contam os votos”, ponderou.
O Cenário da Disputa
Com o fechamento dos registros, cinco chapas estão oficialmente no páreo para o mandato-tampão. Além da chapa Cidade-Serafim, o pleito conta com:
William Bitar (PSDB) e João Ricardo (PL);
Cícero Alencar e Roque Lane (Democracia Cristã);
Daniel Fabiano e Dayane de Jesus (PT);
Sérgio Augusto e Audriclea Viana (Novo).
A eleição será decidida pelos 24 deputados estaduais. No caso do MDB, o voto livre de Cristian D’Angelo e Thiago Abrahim será acompanhado de perto, já que os dois parlamentares possuem bases sólidas no interior e suas escolhas podem sinalizar o humor de grupos políticos importantes para 2026.