Itamarati: Visita de Maria do Carmo expõe denúncias de perseguição política e abuso de poder

Em discursos marcados por tom de desabafo, populares apontaram que a liberdade de expressão no município estaria sob xeque
Redação O Poder
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Itamarati: Visita de Maria do Carmo expõe denúncias de perseguição política e abuso de poder

A incursão da pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), ao município de Itamarati, na calha do Juruá, trouxe à tona um cenário de tensão política e graves acusações contra a administração local. Durante a passagem da comitiva, moradores e lideranças de oposição relataram episódios de opressão e uso da máquina pública para silenciar adversários do atual prefeito, João Campelo (MDB).

Em discursos marcados por tom de desabafo, populares apontaram que a liberdade de expressão no município estaria sob xeque. “A gente pede socorro. É preciso mudar quem está em cima para que a mudança chegue aqui e acabe com a perseguição”, afirmou a moradora Maria Angélica.

Oposição denuncia ‘boicote’ e uso da máquina

A principal voz da oposição em Itamarati, Emilly Beatriz (PL), apresentou denúncias de que servidores públicos teriam sido alvo de ameaças e chantagens para não comparecerem aos eventos da caravana liberal. Segundo a liderança, houve até tentativas de interferência em serviços privados, como locadoras de veículos, visando esvaziar o movimento político da oposição.

Beatriz também ironizou a “agilidade” repentina da prefeitura diante da visita da pré-candidata.

“Rapidinho deram um jeito de consertar pontes e buracos. De ontem para hoje, apareceram R$ 9 milhões para a estrada Itamarati-Quiriru, que está inacabada há 20 anos”, disparou.

“O interior não tem dono”, afirma Maria do Carmo

Em resposta aos relatos, Maria do Carmo pregou o fim da “velha política” e o fortalecimento da autonomia dos municípios do interior. “Vamos mostrar que o povo do Amazonas é livre. O interior não tem dono e será com um interior forte que faremos o Estado crescer”, declarou a pré-candidata.

O tom crítico foi endossado pelo deputado federal Capitão Alberto Neto, pré-candidato ao Senado, que classificou a situação como “revoltante”. Até mesmo familiares do prefeito, como o senhor Nonato Campelo, manifestaram apoio à Professora, alegando que o medo da perseguição impede que o real favoritismo da oposição apareça nas ruas.

Fiel ao seu estilo combativo, o Sargento Salazar prometeu manter a fiscalização rigorosa sobre a gestão municipal, afirmando que a “marretada” contra a má administração será a tônica da campanha na região.

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