Ex-prefeito de Coari, Keitton Pinheiro oficializa pré-candidatura à Assembleia Legislativa

Liderança do clã Pinheiro tenta garantir assento na Aleam para manter influência regional; movimento ocorre em meio à disputa indireta pelo Governo e rearranjos partidários
Redação O Poder
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O tabuleiro político para as eleições de 2026 ganhou um novo componente de peso no interior do Amazonas. O ex-prefeito de Coari, Keitton Pinheiro, oficializou em suas redes sociais nesta segunda-feira (20) que é pré-candidato ao cargo de deputado estadual. A decisão, segundo ele, é fruto de uma “caminhada longa” e de sua experiência acumulada em mais de uma década na vida pública.

Keitton, que administrou uma das cidades mais ricas e politicamente complexas do Amazonas em termos de arrecadação de royalties, tenta agora transpor sua base eleitoral de Coari para uma escala estadual. O anúncio reforça a estratégia do clã Pinheiro de manter protagonismo no Legislativo, onde a família historicamente busca consolidar influência para blindar e fortalecer seus interesses regionais.

O Peso de Coari na Aleam

A entrada de Keitton Pinheiro na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) não é apenas um movimento individual, mas uma jogada estratégica de grupo.

Com o controle político consolidado em Coari, Keitton larga com um “piso” de votos considerável, o que o coloca como um competidor direto pelas vagas do médio escalão partidário.  Sua candidatura pode servir de ponte para atrair outras lideranças do Médio Solimões, região onde o clã Pinheiro exerce forte influência.

O anúncio ocorre no exato momento em que o Amazonas vive a expectativa da eleição indireta para o Governo (mandato-tampão). Ao se posicionar agora, Keitton já entra nas rodadas de negociações de legendas e coligações que visam o pleito geral.

Em sua publicação, o ex-prefeito adotou um tom de resiliência, afirmando que a política “nunca foi sobre facilidade, mas sobre coragem e propósito”. Resta saber em qual arco de alianças ele se encaixará, uma vez que a disputa pelas 24 cadeiras da Aleam promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos devido à cláusula de barreira e ao fim das coligações proporcionais.

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