Abandono no Purus: Maria do Carmo denuncia isolamento de Pauini por falta de porto

Acompanhada por uma comitiva do Partido Liberal, a pré-candidata afirmou que a infraestrutura atual é precária e depende de pontes de madeira improvisadas para o acesso às embarcações
Redação O Poder
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A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (23) para expor a crise logística enfrentada pelos moradores de Pauini, na calha do Rio Purus. A principal denúncia foca na ausência de um porto adequado, o que condena a população ao isolamento e dificulta o escoamento de mercadorias e o transporte de passageiros.

A publicação é o resultado de uma caravana que percorreu nove municípios do interior ao longo de cinco dias. Acompanhada por uma comitiva do Partido Liberal, a pré-candidata afirmou que a infraestrutura atual é precária e depende de pontes de madeira improvisadas para o acesso às embarcações

“Chamar a estrutura existente de porto parece piada de mau gosto. É inadmissível que uma população que vive às margens do rio sofra com esse descaso. São 30 anos de atraso e uma realidade dolorida que precisa ser mudada urgentemente”, declarou Maria do Carmo.

Impacto na Economia Local

O setor de transporte fluvial, motor da economia na calha do Purus, é o mais afetado. José Augustinho, proprietário da embarcação Naiara Filha, relatou que a situação se torna crítica durante o período de vazante. “Agora com o rio cheio ainda está bom, mas na estiagem a situação piora. Muitas promessas foram feitas, mas o problema nunca é resolvido”, lamentou o armador.

Críticas à Gestão Estadual

Durante a passagem pelo município, Maria do Carmo subiu o tom contra o atual governo, apontando que o cenário de Pauini reflete o estado geral do interior do Amazonas. Segundo a pré-candidata, as queixas de ruas esburacadas, ramais intrafegáveis e obras de saúde e educação paralisadas são recorrentes em todas as calhas visitadas.

O vice-prefeito de Pauini, Paulo Souza (PL), endossou as críticas e reforçou o sentimento de estagnação da cidade. “A sensação é de que estamos parados no tempo. Falta saúde, escola e energia. Vemos governos passarem sem que a vida da nossa população mude de fato”, afirmou o gestor.

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