A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (24), que a bandeira tarifária para o mês de maio será amarela. Com a decisão, os consumidores de todo o país terão um custo adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos. É a primeira vez neste ano que a conta de luz sofre esse tipo de acréscimo, encerrando a sequência de bandeira verde que vinha desde janeiro.
O principal motivo para o encarecimento é o volume de chuvas abaixo da média histórica nos principais reservatórios das hidrelétricas, o que aumenta o chamado “risco hidrológico” (GSF). Quando o nível das represas baixa, o governo precisa acionar usinas térmicas — que produzem energia mais cara — para garantir o abastecimento, repassando esse custo ao consumidor.
Alerta no Norte e Nordeste
O cenário para o restante de 2026 exige atenção. Especialistas apontam que a possível chegada do fenômeno El Niño no segundo semestre pode agravar a situação, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Com o aumento das temperaturas e a redução das precipitações nessas áreas, a tendência é que as bandeiras tarifárias permaneçam em patamares elevados (amarela ou vermelha) nos próximos meses.
Como funciona o sistema?
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias serve como um “semáforo” para o consumidor. A bandeira verde indica condições favoráveis de geração (sem taxa); a amarela sinaliza alerta (taxa moderada); e a vermelha (patamares 1 e 2) indica custo alto.
O modelo visa evitar que as distribuidoras acumulem prejuízos com a variação do preço da energia, que antes eram repassados apenas nos reajustes anuais com incidência de juros. Agora, o ajuste é feito mensalmente por meio da “Conta Bandeiras”.