Arthur Virgílio articula reação nacional após nova ofensiva judicial contra a Zona Franca de Manaus

Ex-senador procura liderança da Fiesp e intensifica mobilização política em defesa dos incentivos fiscais da ZFM
Redação O Poder
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O ex-senador Arthur Virgílio Neto iniciou uma nova articulação política em defesa da Zona Franca de Manaus após a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ingressar na Justiça contra dispositivos da Reforma Tributária relacionados aos incentivos fiscais do polo industrial amazonense.

Segundo aliados do ex-prefeito de Manaus, Arthur entrou em contato diretamente com Paulo Skaf, uma das principais lideranças empresariais ligadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, para discutir os impactos da ação judicial e tentar construir uma solução política para o impasse.

A movimentação ocorre após a Fiesp questionar na Justiça trechos da regulamentação da Reforma Tributária que garantem mecanismos de preservação da competitividade da Zona Franca de Manaus. A entidade paulista argumenta que os novos créditos tributários previstos para o modelo ampliariam excessivamente as vantagens competitivas da ZFM em relação ao restante do país.

Nos bastidores, autoridades e representantes do setor produtivo amazonense interpretaram a ação como uma ameaça direta ao Polo Industrial de Manaus, responsável por milhares de empregos diretos e indiretos no estado.

Arthur Virgílio afirmou que pretende reforçar o diálogo nacional em defesa do modelo econômico da Amazônia e destacou que a Zona Franca não representa prejuízo para a indústria paulista, mas sim uma estratégia de equilíbrio regional e fortalecimento da economia brasileira.

O ex-senador também voltou a defender a importância ambiental da ZFM, argumentando que a concentração da atividade industrial em Manaus contribui para reduzir pressões sobre o desmatamento e atividades ilegais na floresta amazônica.

 

Ação da Fiesp reacende tensão sobre incentivos da ZFM
A nova disputa judicial reacendeu um debate histórico entre setores econômicos do Sudeste e lideranças políticas do Amazonas sobre os incentivos fiscais da Zona Franca.

Na ação apresentada à Justiça Federal, a Fiesp pede a suspensão de mecanismos tributários criados para manter a competitividade do modelo dentro das novas regras da Reforma Tributária.

Representantes da indústria amazonense afirmam que os benefícios não criam novas vantagens fiscais, mas apenas preservam condições históricas previstas na Constituição Federal e debatidas durante a tramitação da reforma no Congresso Nacional.

Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus é considerada o principal motor econômico do Amazonas e um dos maiores polos industriais do Brasil, reunindo empresas dos setores de eletroeletrônicos, informática, duas rodas e bens de consumo.

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