Tadeu de Souza cobra soberania sobre terras raras e defende uso da mineração para hospitais e escolas no Amazonas

Ex-vice-governador pressiona governo Lula por regulamentação do setor e afirma que riqueza mineral precisa gerar empregos e desenvolvimento no interior do estado
Redação O Poder
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O ex-vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (PP), defendeu nesta sexta-feira (22) que a exploração das chamadas “terras raras” no Brasil seja acompanhada de regras capazes de garantir soberania nacional, geração de empregos qualificados e investimentos sociais no Amazonas. Em publicação nas redes sociais, o ex-gestor afirmou que a riqueza mineral da região não pode beneficiar apenas empresas estrangeiras sem deixar retorno concreto para a população amazonense.

Ao comentar o avanço da disputa global entre China e Estados Unidos pelo controle de minerais estratégicos, Tadeu destacou que o Amazonas precisa assumir protagonismo no debate sobre exploração sustentável desses recursos naturais, considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia.

“Minha defesa é clara: essa riqueza mineral deve se transformar em hospitais, escolas de tecnologia e segurança pública para os amazonenses”, afirmou.

As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de baterias, celulares, turbinas, carros elétricos, equipamentos militares e tecnologias ligadas à transição energética. Atualmente, China e Estados Unidos travam uma disputa econômica e geopolítica pelo domínio da cadeia produtiva desses minerais, considerados estratégicos no cenário internacional.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Parte significativa desses recursos está localizada na região amazônica, além de estados como Goiás, Minas Gerais, Bahia e Sergipe.

Tadeu de Souza afirmou que a exploração racional desses minerais pode representar uma oportunidade histórica para reduzir desigualdades sociais e fortalecer a economia do interior do Amazonas. O ex-vice-governador criticou o fato de áreas ricas em recursos naturais ainda apresentarem baixos índices sociais e pouca infraestrutura.

“Me dói ver essa riqueza repousando no subsolo enquanto o nosso povo, especialmente no interior, ainda convive com a pobreza”, declarou.

O ex-vice-governador também citou a recente venda da Mina de Pitinga, localizada em Presidente Figueiredo, para um grupo estrangeiro, e afirmou que o debate sobre mineração envolve diretamente a soberania nacional. Segundo ele, o Brasil precisa criar mecanismos legais para garantir controle estratégico sobre os recursos minerais considerados críticos para o futuro econômico e tecnológico mundial.

“Não basta ter o minério; é preciso ter leis que garantam a nossa soberania e assegurem que o comando dessa riqueza seja nosso”, afirmou.

A discussão sobre terras raras ganhou força nos últimos meses após o aumento da pressão internacional por minerais ligados à transição energética e à indústria tecnológica. O tema também passou a mobilizar governos estaduais da Amazônia, empresários e setores ambientais, que divergem sobre os limites da exploração mineral na região.

Enquanto defensores da mineração argumentam que o setor pode gerar empregos e desenvolvimento econômico, ambientalistas alertam para riscos de impactos ambientais, avanço do garimpo ilegal e pressão sobre territórios indígenas e áreas de preservação na Amazônia.

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