O pré-candidato ao Senado Wilson Lima afirmou que o Amazonas precisa fortalecer sua representação em Brasília para acompanhar a implementação da reforma tributária e defender os interesses da Zona Franca de Manaus (ZFM). Segundo ele, as decisões que serão tomadas nos próximos anos podem influenciar diretamente a manutenção de empregos, investimentos e a competitividade do principal modelo econômico do estado.
“A gente precisa ter alguém lá em Brasília que conheça esse modelo, porque qualquer decisão que se tome contra a Zona Franca de Manaus significa perda de emprego”, afirmou durante entrevista à Rádio Difusora nesta terça-feira (9).
O pré-candidato ressaltou que o Amazonas entra em um momento decisivo para a preservação da competitividade da Zona Franca, com a regulamentação das novas regras tributárias previstas na reforma aprovada pelo Congresso Nacional.
“A reforma tributária passa agora para um momento mais perigoso porque uma decisão, um decreto, seja do Ministério da Fazenda ou de outro ministério, pode significar o fechamento de uma fábrica aqui no Distrito Industrial”, declarou.
Enquanto Wilson foi governador, de 2019 e abril de 2026, a Zona Franca de Manaus registrou a aprovação de 1.793 projetos industriais, que somam R$ 65,5 bilhões em investimentos e previsão de geração de 57.345 novos postos de trabalho. Os números reforçam a importância do modelo para a economia amazonense, responsável por impulsionar a atividade industrial, a arrecadação e a geração de renda no estado.
Durante a entrevista, Wilson Lima destacou que acompanhou de perto as discussões envolvendo a Zona Franca ao longo dos últimos anos e defendeu que o Amazonas continue tendo voz ativa nas decisões que impactam o Polo Industrial de Manaus e o desenvolvimento econômico da região.
Além da defesa da Zona Franca, o pré-candidato citou temas que considera estratégicos para o Amazonas no Senado, como segurança nas fronteiras, fortalecimento das novas matrizes econômicas, investimentos em infraestrutura e medidas voltadas à geração de emprego e renda no interior do estado.