Superpresídio na Amazônia: Zema propõe isolar chefes de facções e agita debate sobre segurança

Pré-candidato do Novo à Presidência também defendeu enquadrar organizações criminosas como terroristas e limitar mandato de ministros do STF
Redação O Poder
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O pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (27) a construção de um superpresídio em uma área remota da Amazônia para concentrar líderes de facções criminosas. A proposta foi apresentada durante a convenção nacional da legenda, em Brasília, como uma das principais medidas de sua plataforma voltada ao combate ao crime organizado.

Segundo Zema, a ideia é reunir os principais chefes de organizações criminosas em uma unidade de segurança máxima, onde permaneceriam em regime de isolamento por longos períodos. O pré-candidato afirmou que a iniciativa busca enfraquecer a atuação das facções e impedir que seus líderes continuem comandando ações criminosas de dentro do sistema prisional.

Durante o discurso, o ex-governador de Minas Gerais também defendeu que o Brasil classifique as facções criminosas como organizações terroristas. Para ele, o país precisa retomar o controle de áreas dominadas pelo crime organizado e adotar medidas mais rígidas na política de segurança pública.

Além das propostas para a segurança, Zema apresentou mudanças voltadas ao sistema de Justiça. Entre elas, sugeriu limitar a permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a 15 anos, argumentando que a medida aumentaria a renovação da Corte e reduziria a concentração de poder.

As declarações ocorreram durante a convenção do Partido Novo, evento que marcou o fortalecimento da pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência nas eleições de 2026. O discurso reforçou uma agenda focada em segurança pública, endurecimento penal e mudanças institucionais, temas que devem ocupar espaço central em sua campanha.

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