Hiran Gonçalves diz que debate sobre fim da escala 6×1 tem “viés absolutamente eleitoreiro”

Durante discussão da PEC na CCJ, senador por Roraima reconheceu cobrança popular pela redução da jornada, mas afirmou que momento da votação atende a interesses eleitorais
Redação O Poder
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O senador Hiran Gonçalves (PP-RR) criticou, nesta quarta-feira (2), o momento escolhido para a discussão da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Durante o debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o parlamentar afirmou que a pauta tem apoio de parte da sociedade, mas avaliou que sua análise neste período carrega interesses eleitorais.

“A sociedade clama pela PEC 6×1”, reconheceu Hiran ao iniciar sua manifestação.

Apesar disso, o senador questionou a discussão da proposta durante o período eleitoral.

“Discutir a PEC hoje aqui tem um viés absolutamente eleitoreiro. Isso nós não podemos discutir”, afirmou.

A declaração ocorreu durante o debate da proposta relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), candidato ao Governo do Amazonas nas Eleições 2026.

Hiran cita Omar e cobranças no Amazonas
Em outro momento da manifestação, Hiran mencionou diretamente o parlamentar amazonense ao argumentar que os senadores também vêm sendo cobrados pela população sobre os acontecimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, essas cobranças não deveriam ser ignoradas pelo Senado.

“O senador Omar, que é candidato a governador do Estado que eu nasci, sabe que ele tem ouvido reiteradamente isso nos rincões do Amazonas”, declarou.

Hiran, que nasceu em Tefé, no interior do Amazonas, afirmou que a cobrança estaria relacionada a uma posição mais firme do Senado diante de episódios envolvendo integrantes do Supremo.

O parlamentar classificou o STF como o “último refúgio das nossas liberdades” e defendeu que o Senado também dê uma resposta às manifestações da sociedade relacionadas à Corte.

“PEC da boca de urna”
Hiran também comentou uma expressão utilizada durante as discussões para classificar a proposta como uma suposta “PEC da boca de urna”.

O senador disse discordar do termo por considerar que “boca de urna” possui uma conotação depreciativa e está associada a uma prática proibida pela legislação eleitoral.

Apesar de rejeitar a expressão, Hiran manteve a avaliação de que há componente eleitoral na discussão da matéria.

A PEC em análise na CCJ propõe mudanças na jornada semanal de trabalho e prevê dois dias de descanso remunerado, abrindo caminho para o fim da atual escala de seis dias trabalhados para um de folga.

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