Após tentativa de vinculação criminosa, Professora Maria vai ao MPAM e desafia adversários: “Não tenho medo de enfrentar bandido”

Candidata ao Governo do Amazonas protocolou notícia-crime e pediu investigação sobre suposto uso da estrutura estadual para prejudicar sua candidatura
Redação O Poder
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A candidata ao Governo do Amazonas pela coligação “Mudar é Urgente” (PL/Novo), Professora Maria, protocolou na tarde desta sexta-feira (4) uma notícia-crime no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). O pedido solicita investigação sobre o que a campanha classifica como uma tentativa de utilizar a estrutura estadual para prejudicar sua candidatura.

Ao apresentar a medida, a candidata afirmou confiar na atuação das instituições e negou qualquer relação com atividades criminosas.

“Minha vida inteira foi limpa e honrada. Não vou tolerar que alguém venha me colocar sequer próximo de uma situação como essa”, declarou Professora Maria.

A iniciativa ocorre após uma coletiva da Polícia Civil em que foram apresentados materiais gráficos de campanha encontrados em um imóvel de terceiro, onde também teria sido localizada uma grande quantidade de drogas. Segundo a candidata, a exposição dos materiais teria criado uma tentativa de associar sua candidatura ao crime organizado.

“Parabéns à polícia pela apreensão das drogas, mas não posso aceitar que tentem me vincular a uma situação dessa natureza”, afirmou.

Defesa contesta vínculo
Segundo o advogado da coligação “Mudar é Urgente”, Sérgio Bringel Júnior, o investigado Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, não ocupa e nunca ocupou qualquer função na equipe da candidata, não integra a coordenação da campanha e não possui designação oficial.

A defesa também argumenta que materiais de campanha, como panfletos, bandeiras e adesivos, são distribuídos gratuitamente em vias públicas e comícios e, portanto, a posse desses itens por terceiros não seria suficiente para estabelecer vínculo com a campanha.

“Não existe nenhum elemento formal que corrobore esse tipo de narrativa. Os representantes da campanha eleitoral são oficiais e devidamente registrados no TRE-AM”, afirmou o advogado.

A defesa informou ainda que pretende apresentar os fatos ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e solicitar a apuração de eventual uso indevido da estrutura pública no processo eleitoral, incluindo um pedido de declaração de inelegibilidade do governador Roberto Cidade.

Campanha pede investigação
Na petição encaminhada ao MPAM, a defesa aponta o que considera contradições na operação e solicita a investigação sobre a origem e os responsáveis pela distribuição dos materiais informativos e impressos relacionados ao caso.

A campanha também questiona o momento em que ocorreu a prisão e a exposição pública dos materiais, considerando que a investigação, segundo a defesa, já se estendia por aproximadamente dois anos.

Outro ponto levantado é a proximidade temporal com uma operação da Polícia Federal na Agência Amazonense de Desenvolvimento Social (AADESAM) e com ataques que, segundo a candidatura, buscavam associar Professora Maria a facções criminosas.

Entre as medidas solicitadas estão a preservação de imagens de segurança, perícia na cadeia de custódia dos materiais e investigação sobre possível desvio de finalidade e antecipação indevida de culpa por agentes públicos.

As alegações apresentadas pela candidata e sua defesa deverão ser analisadas pelas autoridades competentes, que poderão apurar eventuais responsabilidades e esclarecer as circunstâncias envolvendo os materiais apreendidos.

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