A repercussão de uma operação policial que terminou com a apreensão de cerca de 2,5 toneladas de drogas levou a candidata ao Governo do Amazonas Professora Maria do Carmo (PL) ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), nesta sexta-feira (4).
A candidata apresentou um pedido de apuração após materiais de sua campanha aparecerem entre os itens relacionados ao local alvo da investigação. Maria sustenta que a presença das peças eleitorais não estabelece qualquer vínculo entre sua candidatura e os fatos apurados pela polícia.
Ao falar sobre o episódio, ela afirmou que decidiu procurar o Ministério Público para preservar sua imagem e buscar esclarecimentos formais sobre o caso.
“Tenho muito orgulho do meu nome. A minha vida inteira foi uma vida limpa, honrada”, declarou a candidata, ao negar envolvimento com qualquer atividade criminosa.
Maria do Carmo também disse desconhecer como os materiais de campanha chegaram ao imóvel investigado e ressaltou que esse tipo de peça é distribuído amplamente durante o período eleitoral.
A candidata ainda elogiou a apreensão realizada pela Polícia Civil, mas demonstrou insatisfação com a repercussão gerada pela exposição dos materiais eleitorais durante a apresentação da operação.
Segundo Maria, a preocupação é evitar que a presença de cartazes, adesivos ou outros itens de campanha seja interpretada como indício de participação dela ou de sua candidatura nos crimes investigados.
Ela também reforçou que confia no trabalho das instituições responsáveis pela apuração e afirmou que espera que o Ministério Público esclareça as circunstâncias envolvendo o material eleitoral.
As informações divulgadas até agora sobre a investigação não apontam Maria do Carmo como alvo da apuração sobre tráfico de drogas.