A sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), em Manaus, foi alvo de uma medida de busca e apreensão cumprida com apoio da Polícia Federal nesta quinta-feira (3).
A diligência faz parte de uma investigação conduzida pela Justiça Eleitoral sobre possíveis irregularidades relacionadas à movimentação de trabalhadores da agência durante o período eleitoral.
Durante a ação, foram recolhidos equipamentos de informática, um aparelho celular e uma mídia de armazenamento. O material foi encaminhado para análise técnica e perícia.
A medida foi autorizada após o Ministério Público Eleitoral comunicar à Justiça a existência de risco de alteração, supressão ou eliminação de dados considerados relevantes para a investigação.
A apuração também envolve registros de admissões, desligamentos e transferências de trabalhadores da Aadesam realizados às vésperas e durante o período de restrições previsto pela legislação eleitoral.
Movimentações de pessoal estão no centro da apuração
O caso ganhou força após o Ministério Público Eleitoral levantar questionamentos sobre centenas de desligamentos e novas admissões realizadas em um curto intervalo de tempo.
Entre os pontos analisados estão 461 desligamentos registrados entre os dias 1º e 3 de julho, além de mais de 140 admissões no mesmo período.
A Justiça Eleitoral já havia determinado anteriormente a preservação dos dados relacionados às movimentações funcionais e proibido alterações ou exclusões sem autorização judicial.
Também foi suspensa a transferência de 19 trabalhadores lotados em Manaus para municípios do interior do Amazonas, medida que passou a ser analisada sob a possibilidade de eventual finalidade eleitoral.
Equipamentos serão periciados
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, os equipamentos apreendidos passarão por espelhamento forense e análise técnica.
Uma nova diligência ainda poderá ser realizada para extração seletiva de dados relacionados aos registros trabalhistas eletrônicos que interessam ao processo.
A Polícia Federal informou que atuou no apoio técnico e operacional ao cumprimento da decisão da Justiça Eleitoral.
O que diz a Aadesam
Em nota divulgada após a operação, a Aadesam afirmou que as informações e documentos anteriormente requisitados já haviam sido entregues voluntariamente à Justiça no dia anterior à busca.
A agência também declarou que atua dentro da legalidade e da transparência e que segue colaborando com as solicitações feitas pelos órgãos responsáveis pela investigação.
A apuração ainda está em andamento e não representa, até o momento, conclusão definitiva sobre eventual irregularidade ou responsabilidade dos envolvidos.
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