O PSD de Rondônia enfrenta uma crise interna provocada pela distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral para as campanhas de 2026. Dos aproximadamente R$ 11,1 milhões destinados pelo partido às candidaturas no estado, cerca de R$ 6,5 milhões foram destinados ao casal Adailton e Joliane Fúria.
Candidato ao Governo de Rondônia, Adailton Fúria recebeu R$ 5 milhões. Já sua esposa, Joliane Fúria, candidata a deputada federal, recebeu R$ 1,5 milhão.
Juntos, os dois concentram aproximadamente 62% de todo o recurso do PSD destinado às campanhas no estado.

A diferença nos valores provocou reclamações entre candidatos da própria legenda. Júnior Lopes, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, recebeu R$ 100 mil e acusou Adailton Fúria e Expedito Júnior de “traição” e de uma possível articulação política na distribuição dos recursos.
Outros candidatos a deputado federal, como Daniel Pitbull, Adilson Honorato, Fernando Vilas e Luiz Cláudio, também receberam R$ 100 mil cada.
Na comparação, o valor destinado a Joliane Fúria é 15 vezes maior que o repasse feito a esses candidatos.
Distanciamento político
A crise dentro do partido também envolve questões políticas. Há um distanciamento entre Adailton Fúria, candidato ao Governo de Rondônia, e Luís Fernando, candidato ao Senado pelo PSD.
A divergência na distribuição do Fundo Eleitoral passou a aumentar a insatisfação entre integrantes da legenda e expôs disputas internas em meio à campanha.
A distribuição desigual do Fundo Eleitoral, por si só, não configura irregularidade. A legislação permite que os partidos estabeleçam critérios próprios para a destinação dos recursos e priorizem determinadas candidaturas, desde que sejam respeitadas as regras eleitorais.
O debate dentro do PSD de Rondônia está relacionado, portanto, à forma como os recursos foram distribuídos e à insatisfação de parte dos candidatos, além das divergências políticas existentes dentro da legenda.