A defesa de Manoel Adail Amaral Pinheiro e do deputado federal Adail José Figueiredo Pinheiro se manifestou nesta quarta-feira (16) sobre a Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal no Amazonas.
Em nota assinada pelo advogado Fabrício de Melo Parente, a defesa afirma que o inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga a origem de R$ 1,2 milhão apreendidos em maio do ano passado com três empresários no Aeroporto de Brasília.
Os advogados sustentam que o cumprimento de mandados de busca e apreensão não representa reconhecimento de culpa nem comprovação da prática de crime.
Segundo a defesa, Adail Pinheiro e Adail Filho não teriam relação com os fatos que deram origem ao procedimento e já estariam atuando juridicamente para esclarecer o caso.
A nota também afirma que ambos confiam nas instituições e esperam que a situação seja esclarecida e normalizada o mais rápido possível.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu medidas cautelares em Manaus e Coari no âmbito da investigação.
Relembre o caso
A Operação Dinastia do Lago foi deflagrada nesta quarta-feira (16) pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro relacionados à administração de Coari.
A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie com três empresários amazonenses no Aeroporto de Brasília, em maio de 2025.
Com o avanço das apurações, a PF passou a analisar documentos, movimentações financeiras e relações entre empresários, agentes públicos e contratos mantidos com a Prefeitura de Coari.
Nesta quarta-feira, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari, além de medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. O prefeito Adail Pinheiro foi afastado do cargo, e o deputado federal Adail Filho também foi alcançado pelas diligências da investigação.