A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1º) uma operação em Manaus para investigar o possível uso da estrutura da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) em benefício de campanha eleitoral.
Entre os alvos da investigação está o ex-secretário da pasta, coronel Vinícius Almeida, que atualmente é candidato a deputado estadual pelo Podemos. Agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-secretário e também na sede da SSP-AM.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, a investigação busca esclarecer se servidores e veículos vinculados à estrutura da Segurança Pública teriam sido utilizados em atividades relacionadas à campanha eleitoral.
O caso ganha dimensão política porque ocorre a poucos dias da votação de 4 de outubro, quando os eleitores amazonenses irão às urnas para escolher, entre outros cargos, os novos deputados estaduais.
Investigação mira possível uso da estrutura pública
A apuração da PF está concentrada na possível utilização de recursos humanos e materiais da Segurança Pública em benefício eleitoral.
A investigação deverá buscar esclarecer quais servidores e veículos teriam sido utilizados, em que circunstâncias e se houve eventual relação entre essas atividades e a campanha do ex-secretário.
Até o momento, a operação é uma medida de investigação. O cumprimento das buscas não significa, por si só, que os fatos apontados pela investigação tenham sido comprovados ou que haja condenação.
Ex-secretário disputa vaga na Assembleia Legislativa
Coronel Vinícius Almeida comandou a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e deixou a função para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
A própria SSP-AM registra Marcus Vinícius Oliveira de Almeida como secretário da pasta em sua estrutura institucional.
Durante o período em que esteve à frente da secretaria, Vinícius participou de agendas relacionadas às ações das forças de segurança e à estrutura operacional da pasta. Em publicação recente, por exemplo, o candidato voltou a defender medidas relacionadas à atuação da Polícia Militar e ao uso de tecnologia nas viaturas.
Operação ocorre na reta final das eleições
A ação da Polícia Federal acontece três dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
O contexto eleitoral é central para a investigação porque a suspeita apresentada é justamente de eventual utilização de uma estrutura pública — servidores e veículos da Segurança Pública — em benefício de campanha.
A PF deverá analisar documentos e outros materiais eventualmente apreendidos durante as buscas para esclarecer as circunstâncias e identificar possíveis responsabilidades.
Até a publicação desta matéria, não há informação de prisão relacionada à operação. O caso segue sob investigação.
O Poder acompanha os desdobramentos da operação e atualizará a matéria conforme novas informações oficiais forem divulgadas.