Renato Junior diz que Manaus precisa de socorro diante da fumaça e cobra autoridades

Prefeito afirma que a capital não é responsável pelas queimadas e destaca ações municipais, como o plantio de mais de 40 mil árvores e a irrigação de áreas verdes
Redação O Poder
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O prefeito de Manaus, Renato Junior, afirmou que a capital amazonense precisa de ajuda diante da fumaça que atinge a cidade e cobrou providências das autoridades estaduais, nacionais e internacionais para enfrentar a crise ambiental. Em declaração divulgada neste sábado (17), ele ressaltou que, embora Manaus não seja responsável pelos focos de queimadas, a população sofre diretamente os efeitos da poluição do ar.

“Manaus está sendo sufocada, e o mais revoltante é que a nossa cidade não está promovendo as queimadas, mas está pagando um preço altíssimo por elas, e isso é inaceitável”, declarou o prefeito.

Prefeitura destaca ações ambientais

Durante a fala, Renato Junior afirmou que a administração municipal já plantou mais de 40 mil árvores neste ano. Segundo ele, a Prefeitura também intensificou a irrigação de praças e árvores durante a noite e ampliou as ações de conscientização ambiental nas áreas urbana e rural.

O prefeito ressaltou que as iniciativas estão dentro das competências do município, mas defendeu a participação de outras esferas de governo para enfrentar a origem dos incêndios.

“Estamos fazendo a nossa parte, mas volto a repetir, Manaus não está em chamas. As chamas vêm de outros municípios e até de outros estados”, afirmou.

Prefeito faz apelo por ajuda e orienta população

Diante dos impactos da fumaça, Renato Junior pediu mobilização das autoridades para reduzir os efeitos da crise sobre os moradores. Ele também alertou para os riscos à saúde e orientou a população a evitar a exposição ao ar poluído, especialmente crianças, idosos e gestantes.

“Manaus precisa de socorro”, declarou.

O prefeito recomendou que os moradores bebam água, permaneçam em ambientes fechados sempre que possível e evitem se expor à fumaça. Também informou que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão disponíveis para atender pessoas que precisarem de assistência.

“Não podemos continuar pagando com a saúde da nossa população com queimadas”, concluiu.

A crise da fumaça tem ampliado a preocupação com a qualidade do ar em Manaus e com os efeitos da poluição sobre a saúde pública. O enfrentamento do problema depende de medidas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios, além da proteção das pessoas expostas à fumaça.

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