Lula liga para Omar após vitória e marca reunião em Brasília para esta segunda-feira (26)

Segundo informações exclusivas recebidas pelo O Poder, Lula telefonou para Omar logo após o anúncio da vitória nas urnas, no domingo (25), e o chamou para o encontro na capital federal.
Redação O Poder
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O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), terá como primeiro compromisso de sua agenda pós-eleição uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, nesta segunda-feira (26). Segundo informações exclusivas recebidas pelo O Poder, Lula telefonou para Omar logo após o anúncio da vitória nas urnas, no domingo (25), e o chamou para o encontro na capital federal.

De acordo com a fonte ouvida pelo site, os dois conversaram sobre a Zona Franca de Manaus, a BR-319 e o orçamento para 2027, primeiro ano do novo mandato de Omar à frente do Executivo estadual. A ligação abriu as tratativas entre o presidente e o governador eleito sobre pautas de interesse do Amazonas.

A agenda em Brasília antecederá os compromissos de Omar no estado. Segundo a mesma fonte, o governador eleito só deverá cumprir agenda no Amazonas após quinta-feira (29).

Omar é o único dos sete governadores eleitos na Região Norte para o mandato de 2027 a 2030 que declarou apoio à reeleição de Lula em 2026. Mailza Assis (PP), no Acre; Dr. Daniel Santos (Podemos), no Pará; Marcos Rogério (PL), em Rondônia; Arthur Henrique (PL), em Roraima; e Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins, apoiaram Flávio Bolsonaro (PL). No Amapá, o governador eleito Dr. Furlan (PSD) manteve posição de neutralidade na disputa presidencial.

A aliança entre Omar e Lula já estava presente na eleição de 2022, quando o senador apoiou a candidatura presidencial do petista e recebeu seu respaldo para a reeleição ao Senado. Neste ano, Omar reafirmou publicamente sua escolha por Lula mesmo com o PSD lançando Ronaldo Caiado à Presidência.

Na reta final do segundo turno, durante um ato de campanha em Manaus, Omar voltou a pedir votos para Lula e vinculou o apoio à parceria que pretendia estabelecer com o governo federal para atender às demandas do Amazonas.

A relação política entre Lula e Omar tem antecedentes que remontam ao período em que o amazonense governou o estado, entre 2010 e 2014, e ganhou novos capítulos durante o governo Jair Bolsonaro. Em 2021, quando o PT estava na oposição, Omar presidiu a CPI da Pandemia e confrontou publicamente a condução do governo federal no enfrentamento da crise sanitária. A comissão investigou ações e omissões da gestão Bolsonaro, incluindo a aquisição de vacinas e o atendimento à população.

O impacto eleitoral da CPI foi destacado pelo próprio Omar. Em entrevista ao UOL, em outubro de 2022, o senador atribuiu às investigações parte do desgaste de Bolsonaro e afirmou que a comissão havia contribuído para impedir sua reeleição no primeiro turno. Lula venceria a disputa no segundo turno daquele ano, em uma campanha na qual os dois trocaram apoios: Omar defendeu a candidatura presidencial do petista e recebeu seu respaldo para permanecer no Senado.

A parceria voltou a ser reconhecida publicamente em setembro de 2025, quando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou apoio à candidatura de Omar ao governo do Amazonas e o definiu como “um parceiro leal ao presidente Lula”.

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