‘Não teríamos dificuldade nenhuma em fazer palanques das esquerdas no Amazonas’, diz Sinésio Campos sobre projeto do PT

Lideranças do PT no Amazonas avaliam que não terão dificuldades em formar uma frente ampla de esquerda para as eleições de 2022.
Redação O Poder
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Manaus | AM

A pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República já movimenta as articulações políticas em vários estados do Brasil. Os rumores existentes são que PT e PSB já estariam firmando palanque em vários lugares do País, em meio a uma possível formação de chapa entre Lula e Geraldo Alckmin (ex-PSDB e ainda sem partido), encabeçada pelo líder petista. As negociações ainda giram em torno de uma federação partidária entre os partidos do campo da esquerda ou socialistas.

Procurado pelo site O PODER, o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado estadual Sinésio Campos, foi questionado sobre como está a movimentação em relação ao Amazonas. Ele avalia que não haveria dificuldades em formar palanque político no Estado.

“Aqui, não teríamos dificuldade nenhuma em fazer palanques das esquerdas contando com PT, PSB, PCdoB. Não teríamos problema nenhum com o PSOL, e também com partido que faz composição política com o PT nacional, o PV; entretanto, esses debates, a decisão, tem que ser levada em consideração a decisão da direção nacional”, disse Sinésio.

Ele também foi questionado sobre como seriam conduzidas as pré-candidaturas proporcionais e majoritárias no Amazonas para o pleito deste ano, e respondeu que o momento ainda é de indefinições em relação à construção das projeções no Estado, e que é preciso aguardar os desdobramentos sobre a federação partidária.

“Não temos dificuldades no que diz respeito às pré-candidaturas proporcionais. Isso também vai depender da federação, tendo em vista que, com a federação, dos 25, 24 mais um, que é o número limite para deputados estaduais, também necessitamos aguardar a posição da federação. Como também a nível de Câmara Federal, da mesma forma que aguardamos, tendo em vista que são oito vagas mais uma, ou seja, nove vagas (número limite)”, detalhou.

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Com a federação, segundo Sinésio, é uma questão de candidaturas do PT. “E, sendo de forma isolada, teriam uma chapa completa, mas isso tudo está em conjecturas, estamos aguardando esse dado. Em nível de candidaturas majoritárias, é o aguardo desses desdobramentos, dessa fusão de partidos, que irá definir como será o curso de candidaturas majoritárias. Esse debate, eu, enquanto presidente estadual do partido e líder do PT na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), estou no aguardo. Creio que tem prazos, limites, creio eu creio que isso se define agora em março”, adiantou ele.

Federação

A federação partidária prevê, em linhas gerais, que duas ou mais legendas se unam durante o período eleitoral e mantenham a parceria por no mínimo 4 anos. Com isso, as siglas parceiras passam a ser tratadas como uma só. Precisam, por exemplo, estar juntas na disputa presidencial, em todas as candidaturas estaduais e também nas atuações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu como prazo até o mês de março para definição de formação de federações partidárias. O PT, PSB, PCdoB e o PV decidiram acionar o TSE para questionar o prazo dado pela Justiça Eleitoral. “É muito exíguo e destoante da realidade política do País”, consideram as siglas. Nesta quarta-feira (26), as legendas devem realizar nova reunião, em Brasília, para avaliar o andamento do processo.

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