Manaus | AM
Em outubro deste ano, os amazonenses irão às urnas para a escolha de deputados federais e estaduais, além de um senador da República, governador do Estado e presidente da República. Na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALEAM), 24 cadeiras serão disputadas tanto por aqueles que almejam chegar no âmbito político, quanto por aqueles que buscam se manter em uma legislatura.
De acordo com o cientista político Elso Ribeiro, entrevistado pelo site O PODER, em regra, quase metade da ALEAM deve ser renovada. Ele acredita que, no máximo, 14 deputados da atual legislatura devem permanecer por mais 4 anos, a contar de janeiro de 2023.
“Não quero brincar de bola de cristal, mas têm deputados que são extremamente atuantes no Parlamento e esquecem das bases. Outros são tímidos no Parlamento, quase não aparecem, são do baixo clero, mas estão ali o tempo todo junto às suas bases, o que deve ser levado em conta. Na última eleição (2018), metade dos eleitos eram de primeiro mandato”, ressalta ele.
Ainda conforme Elso, dos ‘recém-chegados’ ele destaca o atual presidente da ALEAM, Roberto Cidade (PV), que “chegou como diz o caboclo ‘de com força'”. “Vejo ele com fortes possibilidades de reeleição”, aposta ele. Outro nome lembrado pelo cientista político é o do deputado João Luiz (Republicanos), que tem o apoio do eleitorado evangélico.

Ele acredita, também, que Saullo Vianna (PTB), “está com um bom espaço”. Já Wilker Barreto (sem partido), que foi presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e bem votado em 2018, pode enfrentar dificuldades dependendo do partido ao que ele se filiar. “A princípio, ele vai ‘colar’ com o Amazonino (Mendes), então não sabemos ainda qual será o seu partido”.
Terezinha Ruiz (PSDB), que também foi vereadora, teve uma eleição muito positiva e tem um trabalho junto aos professores. Para ele, o Álvaro Campelo tem “feito um trabalho também atuante”. Os deputados Delegado Péricles e Joana D’arc estão na dependência de quem eles irão apoiar para o cargo majoritário, ou seja, para Governo do Amazonas.
‘Antiguidade’
Sobre os deputados mais antigos, Elso Ribeiro acredita que nomes como os de Serafim Corrêa (PSB), Belarmino Lins (Progressistas) e Sinésio Campos (PT) têm possibilidades reais de reeleição. “Diria que eles têm um eleitorado cativo. São deputados com larga experiência, sempre ouvidos por quem é da imprensa, enfim, acho que eles têm fortes possibilidades de voltar”, diz ele.

Elso lembra, ainda, da atual secretária estadual Assistência Social, Alessandra Campêlo (MDB), que está em um partido comandado pelo senador Eduardo Braga (MDB), possível concorrente do atual governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). “Ela tem um trabalho na secretária e a vejo com possibilidades (de reeleição)”.
Sobre Cabo Maciel (PL), Elson acredita que ele possui uma certa força junto à categoria dos policiais e “é alguém que trabalha, que mostra alguns resultados”. Já Abdala Fraxe (Podemos) tem, à princípio, a simpatia do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que escolheu a esposa do deputado para comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). “Isso gera um trabalho de máquina”, completa.

Dermilson Chagas é outra aposta do cientista político. “É um opositor duro contra o governador. Tal qual o Wilker, tem que ver qual o partido que ele se filiará, porque a princípio estão sem partidos”. Conforme ele, a Dra. Mayara (Progressistas) conseguirá se reeleger pelo município de Coari, onde seu primo foi eleito prefeito, e o Ricardo Nicolau (Solidariedade) deve concorrer ao Governo do Amazonas.
“Não arrisco a dizer este ou aquele sai, porque não estou acompanhando o trabalho de bastidor desses deputados, se eles estão com as bases ou não, mas haverá certamente uma renovação de 50% da ALEAM”, conclui Elso.