Manaus | AM
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PSD), declarou, nesta segunda-feira (7), durante bate-papo no PODERCAST, o podcast do site O PODER, que não vai chegar aos 80 anos “ocupando lugar na fila” da política. Ainda na oportunidade, ele tratou, ainda, da sua filiação ao Partido Social Democrático – confirmada para esta quarta-feira (9) -, Meio Ambiente, ideologia política, Economia, e seu trabalho no Congresso.
“A vida pública é um conto de fadas, uma ilusão. Se você se deixar levar, você se perde, você se perde objetivamente. Tenho um plano na minha vida. Quanto tempo eu queria passar com meus filhos e que eu não passo. Quantos livros eu queria ler que eu não leio. Quantas coisas que eu queria escrever que eu não escrevo. Vou levar isso para minha vida toda? Não, tenho uma contribuição a dar, dedico o meu melhor, abdico de tudo na minha vida por isso e me dedico integralmente”, disse o parlamentar.
Sobre o tempo que passou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ele afirmou que foram plantados valores humanistas no coração, no entanto, hoje em dia é mais liberalista. O deputado federal destacou que é preciso simplificar o sistema para que ocorra uma Reforma Tributária no Brasil.
“Quero servir ao País. Na Reforma Tributária você tem problemas federativos e setoriais. O que que acontece? Primeiro: você tem estados como o nosso, que dependem de incentivo fiscal. Sem incentivo fiscal não existe Zona Franca. Aí tem incentivo para indústria automobilística continuar em Pernambuco, incentivo para indústria de couro e calçados no Sul. Quando você vai equilibrar no ponto de vista federativo cada lugar que você mexe briga pela seu. Você também tem um problema setorial, ou seja, tem setores da economia que pagam mais tributos, a indústria paga mais tributos e setores da economia que pagam menos tributos. Os serviços pagam menos tributos e o comércio pagam menos tributos”, frisou.
Ainda conforme Ramos, seu desejo é presidir a Câmara dos Deputados, em Brasília. O parlamentar contou sua trajetória política como vereador, deputado estadual e as costuras políticas para chegar na vice-presidência da Câmara Federal.
“Quando me elegi deputado federal, recebi isso como um gesto do povo do Amazonas. O povo do Amazonas me dando uma nova chance de reescrever minha história. Decidi que não iria perder essa chance, e que eu iria fazer o que ninguém nunca fez. Antes de assumir, identifiquei todos players importantes dentro da Câmara, com quem que eu tinha que me relacionar. Me ‘mandei’ para São Paulo porque queria visitar as redações dos grandes jornais e precisava que as pessoas soubessem quem eu era. Fui ler o Regimento (Interno) e que posições eu precisava ocupar para ter alguma relevância. Virei vice-líder quando tomei posse da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) e falava todo dia na tribuna, coisa que quase ninguém faz e no tempo de líder. Eu era observado, apesar de estar no primeiro mandato”, revelou.
De acordo com ele, apesar de ‘brigar’ com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), a relação com outros parlamentares de direita é a melhor e amistosa. “É muito fácil construir com quem pensa igual a você. Não exige esforço nenhum. Quero verdadeiramente servir ao país”, disse o deputado Marcelo Ramos. Durante o bate-papo, Ramos também informou que quer que o PSD tenha um candidato próprio para a presidência da República.