Filiada do Psol afirma ter sofrido violência política de gênero dentro do partido

Filiada do Psol relata sofrer violência política de gênero dentro do partido no Amazonas.
Redação O Poder
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Manaus | AM

A professora, assistente social e filiada ao Partido Socialismo e Liberdade no Amazonas (Psol), Marklize Siqueira, denunciou em suas redes sociais, no último final de semana, que sofreu violência política de gênero dentro do partido. A perseguição, segundo ela, vem de um dirigente do Psol Amazonas. Marklize foi candidata ao cargo de vice-prefeita, ao lado do então candidato à Prefeitura de Manaus, deputado federal José Ricardo (PT), nas Eleições de 2020.

“Estou sofrendo violência política de gênero dentro do Psol. Estou precisando de ajuda e acabei de abrir um Boletim de Ocorrência  por estar sendo perseguida politicamente por um dirigente do Psol AM”, disse ela, em publicação no último sábado (19). Com a denúncia, Marklize recebeu inúmeras mensagens de apoio e adiantou que não deixará a vida política.

“Quero de coração agradecer por todo apoio que estou recebendo. As mulheres advogadas que se disponibilizaram para me amparar nesse momento minha gratidão feminista. Eu não irei sair da vida política/partidária se esse é o intuito. Todas as respostas jurídicas e éticas internas estão sendo providenciadas! Exijo respeito pela minha trajetória militante de partido e de anos no movimento social. Machistas não passarão! Não seremos interrompidas!”.

Em nota, o Psol Manaus manifestou solidariedade a ela pelos ataques e “insinuações realizadas contra a filiada e dirigente partidária nas redes sociais” A Executiva Municipal disse que soube de tal situação por meio de seus membros e percebeu que, infelizmente, tais posts tiveram como autor outro filiado.

“O Psol é um partido que prima pela defesa do direito das mulheres e sua emancipação. As mulheres precisam ter um lugar seguro e acolhedor politicamente para o avanço das lutas por equidade de gênero. Seu estatuto e programa indicam e priorizam tais aspectos. Além disso, o partido entende que a política brasileira e, portanto, amazonense é historicamente ocupada por homens héteros e brancos”.

Por fim, o partido afirmou que continuará sua busca por construir espaços de ocupação de grupos minorizados sociopoliticamente. “O Psol possui instâncias éticas para avaliar e decidir acerca de qualquer tipo de denúncia ou questionamento referente aos filiados que contrariem os seus regulamentos. Neste sentindo, diante dessa situação e como forma de cumprimento ao estatuto e programa partidário, além da nota de solidariedade, esta instância está avaliando o ocorrido para proceder da melhor forma possível sempre orientado pela construção de uma sociedade justa e equitativa”, finalizou.

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