Entenda o que é a Otan e qual sua relação com o conflito Rússia e Ucrânia

Entenda o que é a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e sua relação com o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Manaus | AM | Com informações do UOL

A crise entre Rússia e Ucrânia tem como um dos pontos principais a oposição russa à entrada do país vizinho na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Otan é uma aliança militar entre nações da América do Norte e Europa. Ela foi criada no pós-Segunda Guerra Mundial (1939-1945), no contexto da Guerra Fria, com o objetivo de impedir o avanço da influência da então União Soviética sobre os países da Europa Ocidental.

Liderada pelos EUA, a Otan é uma aliança militar criada em 1949 por 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França. Com a organização, seus membros assumiram o compromisso de ajudar uns aos outros no caso de um ataque armado contra qualquer Estado que fizesse parte da aliança. Em resposta, a União Soviética criou em 1955 o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar com países comunistas do Leste Europeu.

No entanto, com o fim da URSS em 1991, nações que faziam parte do grupo liderado por Moscou passaram a fazer parte da Otan. República Tcheca, Eslováquia, Hungria e Polônia, assim como as ex-repúblicas soviéticas Estônia, Letônia e Lituânia, hoje fazem parte da Otan.

Com sede em Bruxelas, na Bélgica, a Otan conta atualmente com 30 países-membros: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, EUA, Estônia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia do Norte, Montenegro, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Turquia. O convite para a entrada de novos países na aliança deve ter apoio unânime dos membros.

A Ucrânia quer entrar na Otan? 

A Ucrânia é um país parceiro da Otan desde a década de 1990 e, em 2008, iniciou um processo para se tornar membro efetivo da aliança. Em meio à trocas de governo e à instabilidade política ucraniana nos anos seguintes, a aproximação teve idas e vindas, também devido às pressões russas contra a adesão de Kiev à organização. O atual presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, já manifestou abertamente em diversas ocasiões sua intenção de que o país passe a integrar a Otan, inclusive cobrando um cronograma para a entrada.

A vantagem de integrar a Otan está na ideia de defesa coletiva, expressa no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte: um ataque armado contra um dos países-membros “será considerado um ataque a todas” e, com isso, haverá ajuda militar mútua. Isso pode ser especialmente vantajoso para países com menor poderio bélico.

Em seu site, a Otan afirma ter “poucas forças permanentes próprias”, mas a organização tem uma estrutura de comando militar que é usada em suas operações. As regras da Otan preveem que cada membro deve gastar o equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) de seu país em defesa. No entanto, em 2021, somente 10 dos 30 países da aliança cumpriram com a diretriz: Croácia, EUA, Estônia, França, Grécia, Letônia, Lituânia, Polônia, Reino Unido e Romênia.

Carregar Comentários