Manaus | AM
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), ressaltou as necessidades das ações realizadas no Brasil, especialmente em Roraima, para o acolhimento dos imigrantes venezuelanos que chegam pela fronteira entre os dois países, durante entrevista à Folha BV, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (7). Na ocasião, ele voltou a criticar o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apontando o ditador como responsável pela crise socioeconômica, política, humanitária e migratória naquele país.
Bolsonaro falou a jornalista Cida Lacerda da importância do programa de interiorização de imigrantes venezuelanos em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e garantiu a continuidade da Operação ‘Acolhida’, deflagrada pelo Exército Brasileiro (EB) desde fevereiro de 2018, que visa proteger os venezuelanos que atravessam a fronteira.
O presidente observou que grande parte dos refugiados são mulheres e crianças que chegam ao Brasil, em situação de vulnerabilidade em decorrência da crise na Venezuela, sob o regime de Nicolás Maduro, apoiado, segundo Bolsonaro, pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil.
“Alguns querem que você faça um muro na fronteira, não tem como fazer isso, porque é uma questão humanitária. Hoje tem 700 pessoas por dia em Pacaraima, alguns vão para Boa Vista, e são interiorizados, desafogando o estado de Roraima. As pessoas que chegam lá, em grande parte, são mulheres e crianças, que vêm a pé do seu país, fugindo do regime de Maduro, apoiado pelo PT no Brasil”, comentou o presidente.
“A gente gostaria que o país (a Venezuela) volte a normalidade, que a Venezuela volte à democracia, que eles usem a riqueza deles pelo bem da população, não em beneficio próprio”, disse ele.