Combustíveis: Senadores são contra a venda de refinaria da Petrobrás no Estado

Senadores do Amazonas se posicionam contra a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) pela Petrobras, argumentando que a operação não resultaria em preços mais baixos para a população.
Redação O Poder
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Manaus l AM – Com informações da Agência Senado

Senadores do Amazonas se posicionaram contra a discussão sobre a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus. A audiência, que ocorreu nesta quarta-feira (23), foi discutida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e teve a presença de senadores, pesquisadores do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Contra a decisão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que a venda não se reflete em combustível mais barato para a população. “O trabalhador brasileiro recebe em real, a extração e quando se refina é tudo em real mas depois dolariza para jogar para a população”.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) explicou que a compradora da refinaria foi convidada para o debate, mas optou por não comparecer, pois a operação ainda aguarda o aval da justiça. Ele é autor do pedido de audiência. “Se o outro lado não veio é porque teve motivos para não vir. Culpado não é quem compra, é quem vende, por isso temos que tecer nossas críticas e direcionar à Petrobras”.

O analista do Departamento intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cloviomar Cararine, Marcus Ribeiro, do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, e Deyvid Bacelar, da Federação Única dos Petroleiros também são contra a venda. Bacelar reforçou, por exemplo, que onde a Petrobras vendeu ativos, “o desemprego local aumentou.”

O debate foi requerido pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). Ele lembra que o contrato de negociação da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e seus ativos logísticos foi assinado em agosto de 2021, por R$ 994 milhões. A venda foi para o grupo Atem.

Após a transação, quatro pesquisadores do Ineep – Eduardo Costa Pinto, Henrique Jager, Rafael da Costa e Rodrigo Leão –, apontaram que a refinaria estava avaliada com um valor mínimo de R$ 1,463 bilhões, aproximadamente 30% maior do que o negociado.  Em maio de 2021, três sindicatos do ramo de transportes e do setor petrolífero apresentaram uma ação civil pública na Justiça Federal do Amazonas para barrar a venda da refinaria.

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