Wilson Lima diz que se for preciso irá ao STF para garantir competitividade da Zona Franca de Manaus

Governador do Amazonas ameaça recorrer ao STF para garantir competitividade do Polo Industrial de Manaus.
Redação O Poder
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Manaus | AM

Em meio à incerteza acerca do futuro da Zona Franca de Manaus (ZFM) por conta do decreto presidencial que reduziu em 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no País, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (7) que se for preciso irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM).

O chefe do Executivo Estadual ressaltou, no entanto, que há um compromisso com o presidente Jair Bolsonaro (PL) no sentido de reajustar o decreto que coloca em xeque a ZFM. “O compromisso que há com a presidência da República é de editar um novo decreto, deixando de fora os produtos que são fabricados na Zona Franca de Manaus, produtos que têm PPBs (Projetos Produtivos Básicos) autorizados e aprovados. Nós não aceitamos nada além disso”, declarou.

E completou: “Se afetar algum segmento da indústria do Amazonas, seja o polo de concentrados, de duas rodas ou qualquer outro, nós vamos recorrer ao Supremo Tribunal Federal para que a competitividade da Zona Franca de Manaus seja mantida, para que as empresas se mantenham no Estado do Amazonas, sobretudo para que os empregos sejam preservados”.

Após o Governo Federal prorrogar por 30 dias o decreto do IPI na semana passada, nesta quinta-feira (7), circulou a informação de que um novo decreto será publicado, mas excluirá da lista dos produtos protegidos da Zona Franca de Manaus os setores de duas rodas, informática e refrigerantes.

Tiro no peito

O vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos (PSD), reagiu à informação e afirmou a nova ameaça é um “tiro no coração da ZFM”. Segundo o parlamentar, os polos de duas rodas, informática e refrigerantes são responsáveis por 75% dos empregos da Zona Franca.

“Além da agonia prolongada pela prorrogação do decreto do IPI que fere de morte o modelo Zona Franca de Manaus, o Governo agora trabalha com a possibilidade de quebrar os setores produtivos mais importantes ao Amazonas. Por isso o novo de decreto ainda não saiu. A ideia é ganhar tempo para tomar mais uma medida que atenta contra o sustento das famílias de mais 500 mil trabalhadores que, direta ou indiretamente, dependem da ZFM para levar comida para casa”, disse Marcelo Ramos.

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