Manaus | AM
O deputado federal Pablo Oliva esteve na noite desta segunda-feira (25) no PODERCAST, o podcast do site O PODER. Na oportunidade, ele falou sobre a pauta do momento, por assim dizer, que é a Zona Franca de Manaus (ZFM) e o decreto do Governo Federal que ameaça a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM).
“A gente tem que falar sobre a defesa da Zona Franca de Manaus que é uma pauta transversal, indiscutível entre todos os parlamentares, que é a preservação do emprego e renda para o Amazonas e para o Brasil. São 100 mil empregos diretos e quase 500 mil que gera e que podem ser atacados pelo decreto”, comenta.
O decreto em questão é o que trata da redução de 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo Oliva, o texto não é ruim, ele é bom no sentido que reduz a carga tributária dos brasileiros, porém falhou na excepcionalidade da Zona Franca.
Ele adiantou que nesta semana terá uma reunião com o Ministério da Economia para ver “a melhor saída”. “O Governo do Amazonas marcou reunião e parlamentares marcaram individualmente. O entrave está no Ministério da Economia. O presidente (Bolsonaro) quer que a Zona Franca se mantenha viva e competitiva. Quem puxa a corda é o Ministério da Economia. É preciso que o decreto seja revisto”, pontuou.
Questionado sobre uma suposta existência de ‘fogo amigo’ dentro do próprio ministério, Oliva afirma que não acredita na teoria. “Talvez seja uma visão que ele (Paulo Guedes) tenta passar para o presidente dizendo que o decreto não vai prejudicar ou que ninguém será demitido. Poder ser que não aconteça em um curto prazo, mas a médio e longo vai acabar acontecendo”, destaca.
Outro assunto abordado no bate-papo foi a questão de energia elétrica. O deputado federal explicou que o operador nacional do sistema utiliza “a mesma régua para todos os estados no que diz respeito ao custo da energia”. “O operador faz um equilíbrio de um preço de entrada. Se ela tá custando caro aqui, é por impostos estaduais como 27% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), um dos mais altos do País”, revela.
A exploração de minérios em áreas de preservação indígena também foi pauta. “Meu pai é geólogo e conheci o Amazonas com ele, visitando sítios de geologia e de riquezas minerais. O que aprendi é a mineração é uma atividade essencial em todo o que a gente usa. Desde a maquiagem usada pelas nossas namoradas até no que a gente se alimenta. Nunca ninguém foi perguntar dessas populações o que elas acham do assunto. Se esse povo quer que essas riquezas sejam exploradas”.
Política
Em 2019, o antigo Partido Social Liberal (PSL) passou por uma espécie de racha que envolveu inclusive o deputado. E Pablo comentou sobre o assunto. “Na verdade, havia a disputa pela liderança dos deputados na Câmara. Essa disputa gerou a sensação que havia pessoas contra ou a favor do Bolsonaro, o que não tem nada a ver. Era uma disputa para ver quem apoiava candidato A ou candidato B, algo interno. Nem o presidente estava apoiando nenhuma dos dois”, esclarece.
Oliva ressalta que o movimento de direita tem um problema grava que, ao invés de atingir o suposto inimigo, no caso o movimento de esquerda, “ele atira no colega do lado”. “Pessoas maldosas chegando agora preferem usar sua cabeça como degrau, do que construir sua própria história. É mais fácil destruir uma história do que construir outra”, desabafa.
Pré-candidato à reeleição, Pablo Oliva afrma que “ser apoiador do Governo (Federal), não vai me deixar de ser apoiador da Zona Franca de Manaus”.