Conversa Política: Pauderney Avelino critica ex-governadores do Amazonas

Ex-deputado federal e presidente do União Brasil no Amazonas, Pauderney Avelino, critica a falta de interesse dos ex-governadores em buscar alternativas econômicas viáveis para a Zona Franca de Manaus.
Redação O Poder
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Manaus | AM

Em entrevista ao Programa Conversa Política, do site O PODER e Imediato, que foi ao ar nesse domingo (8), o ex-deputado federal e presidente do União Brasil no Amazonas, Pauderney Avelino, falou, entre outros assuntos, da falta do interesse de ex-governadores quanto à busca de alternativas econômicas viáveis para a Zona Franca de Manaus (ZFM), que constantemente sofre ataques do Governo Federal e políticos do Sul e Sudeste.

“Critico os governadores que deixaram passar todos esses anos a oportunidade de fazer investimentos, como no turismo que é uma atividade de alto poder de empregabilidade, é uma atividade com retorno financeiro. Nós tínhamos que ter uma infraestrutura de turismo muito forte”, afirmou.

Pauderney destacou, também, o poder econômico da ZFM, que contribui mais na arrecadação federal do que outros estados. Ele destacou que a bancada do Amazonas além de ser pequenas não tem o conhecimento técnico necessário para fazer uma defesa contundente do modelo.

“Nós temos dificuldade porque temos uma representação de bancada política pequena e os que temos, infelizmente, não se preparam para discutir essas graves questões, que é ter o único modelo econômico regional com renúncia fiscal. Apenas se manifestam quando ocorrem as crises”, criticou Avelino.

O presidente do União Brasil também falou sobre a importância da ZFM que, na sua avaliação, ajuda preservar a Amazônia.

“A existência da Zona Franca é um dos principais motivos da conservação da floresta e a preservação do meio ambiente, especialmente, para a geração de emprego e renda futuras”, disse Pauderney.

Bolsonaro e a ciência

O político mencionou a interrupção do incentivo a pesquisa da biodiversidade no Estado, por meio do Centro de Biotecnologia da Amazonia (CBA). “Antes do governo Bolsonaro o Centro estava se desenhando uma formatação de exploração desse lugar e de repente com as 11 entidades, todo o acordo foi desfeito. Agora existe a CBA com equipamentos parados e sucateados”, lamentou.

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