Ministério Público junto com o TCU pede suspensão da mudança feita por Bolsonaro na Petrobras

Ministério Público junto ao TCU pede suspensão de mudanças no comando da Petrobras feitas por Bolsonaro, alegando possíveis interesses eleitoreiros.
Redação O Poder
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Manaus-AM|

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), realizou um pedido a corte para que interrompa o processo de mudança no comando da Petrobras, que foi mudado segundo o presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (19), quando o presidente indicou o general de reserva Joaquim Silva e Luna para a direção da estatal.

A medida cautelar, segundo o pedido do subprocurador geral Lucas Furtado, vigoraria até o TCU avaliar os motivos e causas da troca do presidente da Petrobras “ante os indícios de sobreposição de interesses particulares com fins eleitoreiros ao interesse público e desvio de finalidade do ato administrativo, com ofensa aos princípios constitucionais da legalidade e da moralidade”.

Na mesma representação Furtado ainda pede que o TCU avalie se o corte de impostos federais do gás de cozinha e do diesel também teriam interesses eleitoreiros e para avaliar os interesses do presidente ao dizer que irá “meter o dedo na energia elétrica”.

Bolsonaro anunciou general para ocupar o cargo

Bolsonaro
Bolsonaro anunciou em uma rede social a indicação de Joaquim Silva e Luna para a presidência da estatal no lugar de Castello Branco. Foto: Reprodução

Na quinta-feira (18) durante transmissão pela internet, o presidente Jair Bolsonaro criticou a Petrobras, mas disse que não iria interferir na empresa. Em seguida, no entanto, afirmou que “alguma coisa” aconteceria na empresa. Na sexta-feira (19), o presidente anunciou em uma rede social a indicação de Joaquim Silva e Luna para a presidência da estatal no lugar de Castello Branco.

Para ser concretizada a troca de comando, no entanto, ainda precisa do aval do Conselho de Administração da Petrobras. Na semana passada, o presidente também disse que ‘vai meter o dedo na energia elétrica nessa semana‘.

Bolsonaro vinha criticando a política de reajuste dos combustíveis da petroleira disse mais de uma vez que os reajustes eram excessivos.

“De certo, o presidente da República possui suas atribuições e escolhas a serem realizadas. Porém, ao que parece, a medida anunciada pelo atual presidente possui viés eleitoral. Nesse sentido, entendo que a intervenção na estatal – qualquer que seja ela! Seja aumento ou diminuição de impostos, seja troca de altos escalões – com fins eleitoreiros é ilegal”, afirmou o subprocurador na representação.

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