PAÍS
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão de defesa da livre concorrência vinculado ao Ministério da Justiça, pediu hoje a abertura de uma investigação para apurar se os postos aumentaram os preços dos combustíveis de maneira organizada durante o período de transição entre os governos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o ofício, assinado pelo presidente da autarquia, Alexandre Macedo, ao menos quatro estados registraram aumentos súbitos no preço dos combustíveis entre dezembro e janeiro. São eles:
- Distrito Federal;
- Espírito Santo;
- Pernambuco;
- Minas Gerais.
Em Caruaru (PE), por exemplo, moradores relataram ter sido surpreendidos no dia 1º deste mês com o preço da gasolina, 40 centavos mais caro do que era no último dia de 2022.
Para Macedo, essa subida repentina pode configurar colusão, ou seja, quando concorrentes combinam de adotar uma conduta comercial, o que pode render multa e até cinco anos de prisão.
No ofício, ele pede que o Departamento de Estudos Econômicos do Cade peça à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) os dados sobre os preços dos combustíveis para fazer a investigação.
Foto: iStock
Com informações do UOL*