Após imbróglio sobre a definição de quem iria assumir o comando da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Evangélica colocou um ponto final no caso, nesta quarta-feira (8), em uma reunião entre membros. Por aclamação, ficou definido que os deputados federais Silas Câmara (Republicanos-AM) e Eli Borges (PL-TO), que protagonizaram queda de braço no início do mês, irão revezar o posto de presidente no biênio 2023-2024.
Os parlamentares assumirão o posto que era do pastor e deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em 2022. Pelo novo acordo, Eli Borges fica no comando da bancada por um período de seis meses e Silas Câmara, nos outros seis. A mesma dinâmica deverá ser feita no ano seguinte, ou seja, em 2024.
A presidência da Frente Parlamentar era para ser decidida na semana passada, em uma votação inédita para eleger quem estaria à frente do grupo. Com bate-boca entre seus membros e ameaças de judicialização, a eleição não foi realizada.
Estavam na disputa pelo comando da bancada, além de Silas Câmara e Eli Borges, os deputados Otoni de Paula (MDB-RJ) e o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que desistiram de última hora da queda de braço eleitoral. À princípio, Borges não havia topado a proposta de revezar com Silas Câmara na chefia da bancada, mas se declinou à decisão de hoje.
Os bastidores apontam que a bancada evangélica, que antes pediu voto para o ex-presidente Bolsonaro (PL), vai tentar reduzir parcialmente a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostrando desde os primeiros dias uma divisão entre seus membros.
Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados