Após Biden visitar Ucrânia, presidente da Rússia se encontra com principal diplomata chinês

Visita de diplomata chinês a Moscou ocorre após Biden ir à Ucrânia, em meio a tensões envolvendo Rússia e EUA.
Redação O Poder
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MUNDO |

Em meio às tensões sobre a visita do presidente dos Estados Unidos, Joe Bide, à Ucrânia, o presidente da Rússia Vladimir Putin se encontrou nessa quarta-feira (22), em Moscou, com o principal diplomata chinês, Wang Yi. A visita de um oficial da China ao País é a primeira desde o início da guerra entre os russos e ucranianos, que completa um ano de duração nesta semana (em 24 de fevereiro).

No encontro, os líderes da Rússia e China discutiram a cooperação entre os dois países, que tem cada vez mais estreitado laços de aliança. “As relações russo-chinesas estão se desenvolvendo conforme planejamos, estamos alcançando novos níveis de cooperação”, afirmou Putin em um dos cortes na televisão. “A cooperação entre a Rússia e a China é muito importante para a estabilização da situação internacional”, acrescentou.

Wang Yi, que foi promovido a principal conselheiro de política externa do líder chinês Xi Jinping no mês passado, defende uma política externa independente e autônoma. Segundo ele, sob a liderança estratégica dos presidentes da China e Rússia, o relacionamento entre os dois países “continua a operar em alto nível”.

“[A China] insistirá em promover uma estratégia aberta de benefício mútuo e situação ganha-ganha”, disse Wang. “[O País] está disposto a manter o bom desenvolvimento de nosso novo tipo de relações de grande potência com a Rússia”, acrescentou.

 

Relação China x EUA e Rússia x China

Os Estados Unidos e a China são as duas maiores superpotências econômicas do mundo na atualidade. A relação entre os países, contudo, tem despencado recentemente, principalmente, por conta do suposto balão chines que sobrevoou o espaço aéreo americano. Os EUA apoiam os ucranianos e tem enviado ajuda para o País se defender dos ataques russos.

Já o governo chinês tem relação mais próxima com a Rússia, mesmo assim, tem reivindicado imparcialidade sobre a guerra. Apesar disso, a China se recusou a condenar Moscou, seguindo ainda o Kremlin ao culpar  a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por provocar o conflito.

Além disso, a relação dos russos e chineses tem sido cada vez mais fortificada e próxima desde que Putin e Xi Jinping declararam uma parceria “sem limites” em fevereiro do ano passado, num contexto que se criou de rivalidade entre Washington e Pequin, em conjunto com uma ameaça de uma invasão russa à Ucrânia.

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