Vereadores indicam suposta inércia da prefeitura ao justificarem CPI da Águas de Manaus

Vereadores acusam prefeitura de inércia ao justificar CPI da Águas de Manaus, que cobra taxa de esgoto sem prestar o serviço.
Redação O Poder
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Na tarde desta sexta-feira (24), vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) deixaram claro o argumento de uma suposta inação da prefeitura da capital ao justificarem a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar a empresa Águas de Manaus.

De acordo com os vereadores, a prefeitura é a autoridade responsável para cobrar a empresa por eventuais práticas abusivas na prestação dos serviços à população, por meio de concessão pública.

O presidente da CMM, vereador Caio André e mais 8 parlamentares participaram de uma coletiva de imprensa para explicar a intenção da CPI contra a concessionária que atua na capital.

Conforme as informações apresentadas, um dos objetivos principais é investigar a cobrança de 100% da taxa de esgoto em locais em que não há o serviço. “Sendo cobrada em vários bairros de Manaus sem que a concessionária tenha construído rede nenhuma, quem construiu foi o poder público através do governo do estado em áreas contempladas pelo Prosamim. Foram construídas essas redes, a Águas de Manaus recebeu e está lucrando cem por cento, em muitos casos sem sequer ter a coleta, não estou falando ainda do tratamento. É muito grave, uma situação muito complexa.”, disse o vereador Rodrigo Guedes.

O vereador observou que são diversas possíveis práticas abusivas cometidas pela empresa. “A população fica se perguntando: não tem ninguém olhando pela população? Não tem ninguém zelando pelos interesses da coletividade? A Águas de Manaus manda mais que a prefeitura? A gente precisa investigar isso.”, declarou.

O parlamentar ainda fez um apelo ao prefeito de Manaus, David Almeida, ao argumentar que a questão da taxa de esgoto precisa ser revista e observar que a CPI não tem o poder de reduzir a tarifa.

“Fica acima de tudo o pedido ao prefeito, como autoridade máxima e o dono do contrato, por assim dizer, de que ele reestabeleça um acordo com a empresa para diminuir essa tarifa de esgoto, pois a CPI não tem esse poder de diminuir a tarifa de esgoto. O que a CPI vai fazer é investigar, ver o contrato, ver o plano de metas, o plano de investimentos da concessionária, auditoria, para ver se aquilo que ela contratou com a prefeitura ela está cumprindo.”., declarou Rodrigo Guedes.

“Nada impede que a prefeitura em comum acordo com a empresa estabeleça percentuais frente a cada uma das fases feitas em relação à rede, coleta, tratamento e destinação do esgoto. Quando chegar a todas as quatro fases feitas, aí sim, remunera integralmente.”, pontuou o vereador Marcelo Serafim.

Também há questionamentos referentes à arrecadação da empresa Águas de Manaus. “O lucro líquido de aumento de 93% nos últimos dois anos sobre uma arrecadação bruta de R$ 1,5 bilhão significa que a empresa está lucrando muito à custa do sofrimento da população.”, afirmou Guedes.

Instalação

Segundo o presidente da CMM, a previsão é que a tramitação da CPI da Águas de Manaus inicie nos próximos dias. Os trabalhos de investigação começarão após a CPI ser instalada oficialmente em sessão plenária.

“Nós devemos colocar em pauta assim que forem superados todos os processos, todos os projetos e requerimentos que estão à frente deste requerimento da CPI da Águas de Manaus, mas a gente acredita que ainda antes da primeira quinzena de março a gente deve fazer a deliberação no plenário desta Casa Legislativa.”, explicou Caio André.

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