Quebra de banco americano assusta, e mercados fecham no vermelho

Quebra do Silicon Valley Bank nos EUA gera aversão a risco e quedas nas bolsas globais, incluindo o Ibovespa.
Redação O Poder
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Estados Unidos | EUA

Os investidores ampliaram a aversão a risco na véspera do fim de semana após a notícia do fechamento do Silicon Valley Bank nos Estados Unidos. As bolsas de valores cederam por todo o globo. O S&P 500 e a bolsa de tecnologia Nasdaq acumularam perdas de mais de 1,5% no dia.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento e fechou a sexta-feira em queda de 1,48%, aos 103,5 mil pontos. No ano, o índice nacional acumula 5,57% de prejuízo. Para se ter ideia da dificuldade enfrentada pelos investidores, das 88 ações que compõem o indicador, apenas 28 delas (pouco mais de 30%) ainda apresentam ganhos nas cotações desde o início de 2023.

A semana para os juros futuros foi de forte recuo nas taxas, apesar da alta no dia de hoje em função de uma IPCA mais forte que o esperado. Nos últimos cinco dias, os rendimentos dos títulos recuaram mais de 50 pontos base para os vencimentos intermediários e longos. O movimento chegou a precificar mais de 50% de chances de cortes na Selic a partir de maio, mas a sexta-feira reduziu o otimismo e a redução da taxa básica de juros agora deve ficar para junho, caso o mercado esteja correto.

Na semana que vem, a agenda econômica nacional não tem eventos muito relevantes, e a expectativa sobre o novo arcabouço fiscal do governo deve dominar as negociações. No cenário internacional, a evolução da falência do Silicon Valley Bank e dados de inflação nos Estados Unidos podem causar movimentos importantes nos ativos no mundo todo.

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