Brasília | O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começou a depor nesta quarta-feira (5) sobre o caso das joias da Arábia Saudita. A oitiva começou às 14h, na sede da Polícia Federal. O tenente-coronel Mauro Cid também deve depor.
O delegado Adalto Machado, responsável pelo inquérito da PF em São Paulo e um profissional da Diretoria de Inteligência Policial vão conduzir o depoimento. O delegado conduz o caso desde a instauração do inquérito na Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF de São Paulo.
No ano de 2021, uma comissão ministerial que retornava de uma missão no exterior em vôo comercial tentou entrar no Brasil com joias avaliadas em € 3 milhões, cerca de R$ 16,5 milhões. O conjunto de um anel, colar, relógio e brincos de diamantes seriam presentes do governo da Arábia Saudita para o ex-presidente e para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e foram apreendidas no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo e ficaram retidas na Receita Federal devido à exigência do imposto de importação e multa.
O tenente da Marinha Marcos André Soeiro, ex-assessor do então ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque foi quem tentou entrar com as joias no Brasil. Ele afirmou que só soube o que eram os presentes ao chegar ao aeroporto, pois as joias estavam em uma caixa lacrada e nem mesmo as autoridades da Arábia Saudida informaram o conteúdo dos pacotes, conforme o ex-ministro.
Após a repercussão do caso, o ex-secretário Fabio Wajngarten divulgou documento que contém um agradecimento do ex-ministro à Arábia Saudida, em que afirma que os objetos seriam incorporados ao acervo oficial do Brasil.
Apuração e esclarecimento sobre o recebimento de presentes pelo Presidente (PR):
O PR é o único servidor público que é abrangido pela Lei Nº 8394/91, regulamentada pelo Decreto Nº 4344/2002 e complementada pelo Acordao 2255/2016, do TCU, referente ao recebimento de presentes. pic.twitter.com/Q4UNFaVpbg— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) March 9, 2023
Fonte: Twitter @fabiowoficial
Com informações da Revista Oeste