MANAUS | AM
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Caio André (PSC), manifestou preocupação em relação à ocorrência envolvendo um estudante de apenas 12 anos, que atacou dois colegas e uma professora com uma arma branca na tarde desta segunda-feira (10), deixando feridos em uma escola particular localizada no bairro Cachoeirinha, zona Sul da capital.
Para o parlamentar, a segurança pública nas escolas das redes pública e particular de Manaus deve ser colocada como prioridade no legislativo municipal e estadual, bem como receber atenção especial do Poder Executivo.
Para além das questões relacionadas à segurança de alunos e profissionais da educação, Caio André ressalta a importância de ampliar o debate acerca da saúde mental de crianças e adolescentes no ambiente escolar, combatendo o bullying e envolvendo escola, família e a sociedade como um todo.
“O parlamento municipal está à disposição para a discussão e o fortalecimento de políticas públicas que resultem em condutas saudáveis no convívio escolar, onde são formados cidadãos e cidadãs manauaras”, diz um trecho da nota.
Entenda o caso
Um adolescente de 12 anos, aluno do 7º ano de uma escola de ensino particular no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus, atacou com uma faca dois colegas e uma professora, na tarde desta segunda-feira (10), dentro da instituição.
Várias viaturas das forças de segurança estiveram na escola, sendo Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e viaturas da Companhia Interativa Comunitária (Cicom) da área.
O adolescente foi apreendido e levado à Delegacia Especializada Em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), onde o caso é apurado. Vítimas e familiares prestaram depoimento na especializada após o ataque.
O aluno que realizou um ataque em um colégio particular de Manaus carregava na mochila uma faca, um cutelo e três coquetéis molotov. A afirmação é da irmã de uma aluna ferida no ataque, em entrevista ao Site Imediato Online.
Segundo a advogada Sofia Novoa, irmã de uma das vítimas, a adolescente foi ferida no braço tentando se defender.
“Ela levou três golpes de cutelo no braço esquerdo, tentando proteger o braço esquerdo. Ela está recebendo os curativos, mas os abalos psicológicos ficam para a vida”, afirmou.
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