Governo Lula dá prejuízo de R$ 10 milhões a pecuaristas do AM e PA com apreensão de 3 mil cabeças de gado

Operação do governo Lula apreende 3 mil cabeças de gado em municípios do AM e PA, causando prejuízo de R$ 10 milhões aos pecuaristas.
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PAÍS

O Governo Lula, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu até esta quinta-feira (13), cerca de 3 mil cabeças de gado, avaliado em mais de R$ 10 milhões.  A Operação denominada “Retomada” ocorre nos municípios de Lábrea e Manicoré, no Amazonas, além de Pacajá, no estado do Pará e conforme o próprio Ibama, o rebanho estava em 3 áreas já desmatadas.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, estaria atribuindo a pecuaristas e produtores rurais o desmatamento nesses 3 municípios ano passado, algo em torno de 117 mil hectares em 2022 e disse que o órgão deve seguir com apreensões.

“O Ibama permanecerá agindo com rigor nesses locais enquanto o desmatamento ilegal não for interrompido. Se os alertas de monitoramento por satélite indicarem novas áreas críticas, a operação será ampliada”, disse o presidente do Ibama.

A operação é realizada com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Força Nacional de Segurança Pública e até o momento, 27 pessoas receberam notificações com ordens de retirada do gado.

Mentiu para o governador do Amazonas

Em reunião no dia 5 deste mês, na sede do Ibama em Brasília (DF), o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, havia prometido ao governador do Amazonas Wilson Lima, que iria prorrogar o prazo para cumprimento de decisões judiciais e administrativas que determinavam a retirada dos rebanhos.

“Quem pedir prorrogação de prazo, nós vamos conceder. Foi um pedido do governador”, disse o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. Por conta da falácia de Agostinho, o governador Wilson Lima chegou a cogitar que a possibilidade de apreensões não passavam apenas de especulações.

 “Corria-se muita notícia, muita fake news, o que causou muita animosidade naquela região, que seria retirado todo gado, que todo mundo seria afetado e não é bem assim. Mesmo nas áreas que foram notificadas, o presidente do Ibama me garantiu que vai dar o prazo necessário para que essas pessoas possam buscar a Justiça para que o seu direito seja reestabelecido”, disse o governador.

Participaram da reunião os secretários estaduais de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, e Produção Rural, Petrucio Magalhães, além do presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente.

 

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Fotos: Secom e Ibama

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