PGR pede prisão de Moro por juiz dizer que Gilmar Mendes vende habeas corpus

PGR acusa Moro de calúnia contra Gilmar Mendes por falar em 'comprar habeas corpus' do ministro do STF.
Redação O Poder
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu a prisão do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), após vídeo em que ele fala em “comprar habeas corpus” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. As imagens vieram à tona nas redes sociais na última sexta-feira (14).

A denúncia foi encaminhada nesta segunda-feira (17). Nas imagens, Moro aparece sorrindo falando em “comprar um habeas corpus do [ministro do STF] Gilmar Mendes”. No documento, a vice-procuradora da PGR, Lindôra Maria Araújo, afirmou que Moro estava “ciente da inveracidade de suas palavras” e pede que senador seja condenado à prisão.

Moro está sendo acusado de calúnia e, caso a pena seja superior a quatro anos, pode perder o mandato como senador federal. A pena pelo crime de calúnia é de detenção de seis meses a dois anos, além de multa.

A denúncia ainda diz que Moro “agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva” do ministro do STF. Além disso, aponta que a declaração foi uma tentativa de “descredibilizar” a atuação de Gilmar como magistrado.

No caso, Moro foi denunciado por “atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva” ao ministro Gilmar Mendes. A PGR deu 15 dias para Moro apresentar resposta preliminar à acusação.

Entenda o caso

Na última sexta-feira (14), o senador federal Sérgio Moro (União Brasil-PR) insinuou que iria “comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. Em nota à imprensa, a assessoria do senador afirmou que a fala foi tirada de contexto e que “não contém nenhuma acusação contra ninguém”. Assista:

Foto: Reprodução 

(*) Com informações do Metrópoles

 

 

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