Com onda de assinaturas, governo fica sem saída e é forçado a mudar posição sobre CPMI

Governo é forçado a mudar posição sobre CPMI após divulgação de imagens que mostram atuação do GSI durante os atos de 8 de janeiro.
Redação O Poder
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PAÍS

A divulgação das imagens do então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, em meio aos invasores do Palácio do Planalto no 8 de janeiro causou reviravolta no Congresso Nacional e fez o número de assinaturas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aumentar consideravelmente. Desde que os vídeos vieram à tona, no último dia 19, mais de 20 deputados federais aderiram ao requerimento.

De acordo com o autor do pedido no parlamento federal, o deputado oposicionista André Fernandes (PL-CE), a CPMI já alcançou apoio de pelo menos 218 deputados e 37 senadores após a crise no GSI. Antes da divulgação das imagens, eram 194 deputados; o número de senadores não teve sofreu alteração.

Para que a CPMI seja instalada pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o mínimo de assinaturas necessário é de 171 deputados e 27 senadores. A sessão de leitura do pedido de abertura da comissão está prevista para acontecer nesta quarta-feira (26), depois de ser adiada por duas vezes.

Mudança de rota

A divulgação das imagens pela CNN Brasil, que mostram a ação do GSI naquele 8 de janeiro, fizeram o governo Lula mudar o curso da rota em relação ao tema. Antes, a base governista articulava a retirada de assinaturas do papel, a fim de evitar a instalação das investigações no Congresso.

Diante da onda de assinaturas, o governo mudou a posição e vai apoiar a CPMI. O anúncio foi feito, no último dia 20, pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos líderes do presidente no parlamento.

Sendo inevitável frear a abertura das investigações, o governo Lula agora tenta ter o controle da comissão e emplacar um presidente e um relator da base aliada.

Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

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