PAÍS
A Petrobras oficializa nesta quinta-feira (27) um “aumentaço” nos salários dos membros da cúpula da estatal. O presidente, ex-senador petista Jean Paul Prates, passará a ganhar R$165 mil mensais.
A decisão confirma o que a Lei da Estatais se destinava a evitar: políticos se beneficiando da empresa. Entretanto, a legislação que proibia a nomeação de políticos para cargos de direção foi ignorada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao fazer as primeiras indicações, inclusive de Prates.
O Supremo Tribunal Federal (STF) não agiu contra o descumprimento da lei federal, mas cerca de dois meses depois uma decisão camarada do ministro de Ricardo Lewandowski, hoje aposentado, feriu de morte a Lei da Estatais, reduzindo de 30 para apenas 1 mês a quarentena para políticos assumirem diretorias.
Mentira oficial
A oficialização do aumento será realizada em assembleia de acionistas, às 13h desta quinta, na qual o representante designado pelo presidente Lula, sozinho, tem a maioria dos votos. A vontade do acionista majoritário prevalece, independente dos demais votantes.
De acordo com a proposta, o aumento nos salários de diretores e do presidente da estatal será de 43,88%. Caso o reajuste seja efetivado, o rendimento do chefe da petroleira, por exemplo, deve subir de R$ 115 mil para mais de R$ 165 mil por mês.
Há três dias, a assessoria da Petrobras mentiu ao negar nas redes sociais o salário de mais de R$165 mil, que hoje será oficializado, beneficiando seu presidente. Negou ainda que o presidente da estatal receba esse salário três dias antes da efetivação do supersalário.
Foto: Reuters
(*) Com informações do Diário do Poder