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De acordo com a tabela publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, funcionários à disposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) para cuidar da frota de carros e carregar móveis chegam a ganhar quase 4 mil reais por mês.
Segundo a notícia, a PGR possui um gasto anual de 878 mil reais para manter lavadores de carro e carregadores de móveis que devem, por contrato “realizar a lavagem externa e limpeza externa dos veículos oficiais, compreendendo as atividades de higienização de interiores, polimento de pintura e secagem, quando pertinentes”, diz o jornal.
Demais profissionais desempenham a função de carregador de móveis, com vencimentos mensais de 3.843 reais.
Os carregadores devem “realizar o transporte/remanejamento de mobiliários, equipamentos, e afins, em âmbito interno e/ou, excepcionalmente, externo”, além de “realizar o transporte/distribuição e armazenamento de água mineral e outros insumos e materiais de uso nas copas em âmbito interno e/ou, excepcionalmente, externo”, afirma o jornal.
Ao todo, são 119 funcionários terceirizados que prestam serviços ao órgão, chefiado por Augusto Aras, que paga no valor total do contrato, com empresa prestadora de serviços que oferece a mão-de-obra à PGR, a quantia de 5,9 milhões de reais.
Como justificativa a PGR afirmou a necessidade óbvia, já que a frota de veículos da instituição precisa de “manutenção e limpeza”.
Referente aos carregadores, a Procuradoria alegou que “os móveis são transportados regularmente de um ambiente para outro em razão das necessidades de uso, com a ocupação de espaços e reformas, seja para o galpão onde são armazenas ou reparados para que sejam reutilizados, o que ocorre com frequência”.
Foto José Cruz/Agência Brasil
Com informações do O Antagonista