Esquerdistas estiveram nos atos de 8 de janeiro, apontam documentos

Documentos revelam que filiados e ex-integrantes de partidos de esquerda estavam presentes nos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília, contrariando a narrativa inicial da mídia.
Redação O Poder
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Filiados e ex-integrantes do PT, PCdoB e Cidadania estavam em meio aos manifestantes nos atos que ocorreram em Brasília (DF), no dia 8 de janeiro de 2023, nenhum dos respectivos partidos são considerados de direita.

Na ocasião, a imprensa nacional e internacional atribuiu a “apoiadores de Bolsonaro da extrema direita” a invasão às sedes dos 3 Poderes, no Distrito Federal.

No entanto, documentos divulgados pela revista OESTE causam, no mínimo, estranheza ao mostrar que no fatídico dia houve a atuação de esquerdistas no atos, que teriam como objetivo principal mostrar a insatisfação com a volta de um presidente do principal partido de esquerda à presidência, além do medo da chegada do comunismo ao país.

Elisiane Lucia Harms, de Foz do Iguaçú (PR), filiada ao PT desde setembro de 2009 e Marina Camila Guedes Moreira, de Barueri (SP), militante do PCdoB desde 2015, estão em liberdade provisória e usam tornozeleira eletrônica. Já a filiada ao Cidadania (ex-PPS, oriundo do “Partidão”), Ana Elza Pereira da Silva, segue presa na Colmeia, Distrito Federal.

A lista de “infiltrados” que continuam presos conta os ex-filiados ao PT, Jupira Silvana da Cruz Rodrigues, no Partido dos Trabalhadores entre os anos de 2001 e 2007 e Edna Borges Correa, que esteve no PT por 10 anos.

Quem é Edna

Edna é ré num processo que a acusa de participar de organização criminosa. Ela já concorreu ao cargo de deputada distrital do DF pelo Solidariedade, partido presidido por Paulinho da Força, porém perdeu as eleições.

A legenda foi fundada há 11 anos e fez parte da coligação “Brasil da Esperança” em torno da campanha de Lula, com ideologias como o humanismo, sindicalismo, trabalhismo e o socialismo democrático.

10 militares do GSI de Lula também estavam lá

A CNN revelou imagens da presença no Palácio do Planalto, do chefe do Gabinete de Segurança institucional (GSI) de Lula, o General Gonçalves Dias, que só saiu do governo após as divulgações.

O ex-ministro é visto circulando entre os invasores, sendo simpático e até os cumprimentando, além de indicar caminhos de saída aos manifestantes. Dias é amigo de Lula desde o primeiro mandato do petista, quando ainda era coronel.

Estavam lá, além de Gonçalves Dias, outros sete oficiais do Exército, um sargento da Aeronáutica e um tenente-coronel da reserva do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Os nomes foram repassados pelo GSI ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz os inquéritos relacionados com atos.

 

Foto: Sergio Lima / Poder 360

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