PAÍS
O resultado da pesquisa realizada pelo Sesi e Senai, nesta sexta-feira (26), aponta que atualmente 85% dos brasileiros acima de 16 anos, não estão matriculados em qualquer instituição de ensino.
O levantamento foi realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, que entrevistou presencialmente mais de 2 mil brasileiros, com idades a partir de 16 anos, nas 27 unidades da Federação, em dezembro de 2022.
Os dados apresentados pelos pesquisadores apontaram que a região do Sul, representa 89% da população acima de 16 anos, seguida do Sudeste (86%), Norte/Centro-Oeste (83%) e Nordeste (82%).
Os pesquisadores também demonstraram que entre os gêneros; homens representam 84%, enquanto as mulheres estão acima, com 86% de abandono aos estudos.
O diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi, afirma que o cenário é preocupante e que pode ter sofrido influência da pandemia de Covid-19.
“As razões são um tanto quanto perceptíveis, fazem parte de um sentimento geral da sociedade”, pontua.
“[A pesquisa] traz para nós uma dura reflexão sobre a necessidade de melhorar a qualidade da educação, a atratividade da escola e, como um resultado geral, melhorar a produtividade das pessoas na sociedade”, complementa.
Trabalho em primeiro lugar
Os três primeiros motivos apresentados em entrevista são o comprometimento com o trabalho para apoio à família, preferência em trabalhar do que estudar e a motivação em obter conhecimento.
As porcentagens da pesquisa demonstram que 47% dos entrevistados justificaram que não continuaram seus estudos para manter a família.
Outros 12% alegaram preferirem trabalhar para ter autonomia financeira. E 11% disseram não se sentirem motivados para estudo.
Educação Pública X Particular
Entre os entrevistados que avaliaram a educação pública do país 30% consideraram o serviço ótimo ou bom. Cerca de 44% afirmaram ser regular e outros 23% optaram na avaliação como ruim ou péssima.
A avaliação da educação particular foi avaliada melhor, sendo que a amostra foi de 50% para ótimo ou bom, 31% regular e apenas 8% afirmaram ser ruim ou péssima.
Entre os entrevistados que avaliaram a educação pública do país 30% consideraram o serviço ótimo ou bom. Cerca de 44% afirmaram ser regular e outros 23% optaram na avaliação como ruim ou péssima.
A avaliação da educação particular foi avaliada melhor, sendo que a amostra foi de 50% para ótimo ou bom, 31% regular e apenas 8% afirmaram ser ruim ou péssima.
Problemas de desenvolvimento
A pesquisa divulgou que a falta de condições para estudar atinge 57% e outros 38% dos brasileiros deixaram os estudos por terem alcançado a escolaridade que desejavam.
Lucchesi observa que a educação é o pilar para a construção do Brasil do futuro.
No entanto, ele considera que o país ainda lida com o ônus de uma agenda não cumprida no século XX, como a universalização da educação. “Nós temos ainda problemas estruturais em educação que travam o nosso desenvolvimento”, frisa.
Foto Internet
Com informações Metrópoles