Após ser derrotado nas eleições de 2022 para a vaga de governador do Amazonas, é provável que a maioria da corte do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) negue as alegações de embargo apresentadas pelo senador Eduardo Braga (MDB) contra o governador Wilson Lima (União Brasil). O Tribunal que possui oito componentes já tem três votos contrários ao pedido feito pela defesa de Braga.
Os embargos foram ingressos pelos advogados do emedebista e alegam omissões e contradições e obscuridade na campanha do governador Wilson Lima.
A relatora é a desembargadora Carla Reis que avaliou que as alegações foram questões analisadas pelo Tribunal e refutadas de forma suficiente.
Na ementa que apresentou para o desprovimento às declarações de Braga, a relatora Carla Reis apresentou pontos para a sua decisão e destacou que os “embargos apresentados não servem para rediscutir o mérito já dirimido pela Corte”
Ela votou contra o pedido. Acompanharam os votos do relator os desembargadores Fabrício Marques e Marcelo Pires.
O desembargador Kon Wang pediu vistas dos autos processuais e se comprometeu a cumprir o prazo regimental.
A procuradora regional eleitoral, Catarina Sales, do Ministério Público Eleitoral, se manifestou pelo desacolhimento do pedido. “O Ministério Público concluiu que não há omissão e nem contradição no acórdão deste tribunal e se manifesta pela rejeição de todos os embargos”, disse.
Essa não é primeira vez que Braga tenta vencer eleições através da justiça. Braga tem um extenso histórico inclusive, nas eleições de 2018 ingressou com cerca de cinco ações no TRE-AM contra José Melo.
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