PAÍS
Foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (13), a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, que mostrou a queda na produção das indústrias do Amazonas de 14,2%.
O resultado mostrou que o Amazonas teve a pior retração na indústria, quebrando o ciclo de crescimento de produção, que chegou a 22,03% nos meses anteriores.
No mesmo período de 2022, o Amazonas teve resultado totalmente diferenciado quando registrou acréscimo de 11,2% em sua produção. O efeito deste ano, no estado, levou a avaliação nacional ter um desempenho de queda maior.
Segundo Bernardo Almeida, analista da PIM Regional, outras atividades também impactaram o resultado da indústria amazonense, como de bebidas e de outros equipamentos de transportes.
“Essa retração é explicada pelo desempenho aquém do setor de equipamentos informática e de eletrônicos, bastante influentes no estado”, explicou.
A pesquisa também mostrou o recuo de produção industrial nacional em 15 locais pesquisados, que alcançou 0,6% e que além do Amazonas o indica a segunda maior perda o estado de Pernambuco (-5,5%).
Dez dos 15 locais pesquisados acompanharam as taxas negativas dos estados em abril: Ceará (-3,7%), Minas Gerais (-3,0%), Região Nordeste (-2,4%), Paraná (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,8%), Goiás (-1,5%) e Espírito Santo (-1,2%) também mostraram taxas quedas mais intensas do que a média nacional (-0,6%), enquanto São Paulo (-0,2%) completou o conjunto de locais com índices negativos em abril de 2023.
Na contramão dos saldos negativos, somente o Rio Grande do Sul (2,2%) que obteve o avanço na indústria De acordo com Almeida, isso é afetado com a instabilidade econômica do país.
“Esse espalhamento regional da retração da indústria é reflexo de uma atmosfera ainda de incertezas no setor”, comentou.
“A conjuntura que o país atravessa, uma inflação ainda elevada, um desemprego ainda em um patamar considerado alto, com contratações ainda aquém do necessário impacta diretamente o poder de compra das famílias, e por consequência, a cadeia produtiva da indústria” complementou.
Como o PIM funciona
Desde a década de 1970, a PIM Regional produz indicadores de curto prazo, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação.
Mensalmente, divulga índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.
Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE.
Foto Divulgação
Com informações IBGE