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Nesta quarta-feira (21), às 10h, a Comissão de Constituição e Justiça (CNJ) do Senado Federal começa a analisar o advogado Cristiano Zanin ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), seguindo as regras definidas pelo regimento interno da Casa.
O nome de Zanin, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguiu para o CCJ, presidida pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), foi o relator designado para indicar se Zanin estava apto a ser avaliado para o Supremo, e considerou que ele tem experiência e conhecimentos no direito suficientes para ser indicado ao STF.
A etapa de sabatina funciona com perguntas dos senadores, que terão 10 minutos para fazer seus questionamentos. O advogado terá 10 minutos para responder. Depois, ainda podem ter réplica e tréplica, cada uma por até 5 minutos.
Após do fim das perguntas que a CCJ votará o relatório sobre Zanin. A votação é secreta e precisa de maioria simples, considerando o número de presentes na comissão. O advogado precisa de 41 votos favoráveis para assumir a cadeira no Supremo.
A vaga foi deixada por Ricardo Lewandowski, que se aposentou antecipadamente em 11 de abril. Se aprovado, o nome de Zanin segue para o plenário. Lá, a votação também é secreta.
O governo espera uma aprovação com folga e seriam cerca de 55 votos. Se aprovado, o advogado poderá ficar no STF até 15 de novembro de 2050, quando completará 75 anos.
Cristiano Zanin, 47 anos, é advogado e defendeu o presidente Lula durante a operação Lava Jato. Alvo da força-tarefa, o petista foi preso em razão dos processos conduzidos pelo ex-juiz e atualmente senador Sergio Moro (União Brasil-PR), em Curitiba (PR). As condenações somavam quase 30 anos, e ele ficou preso por 580 dias.
Foto Mateus Bonomi/Agência Anadolu
Com informações Poder 360