AMAZONAS |
Diante de um clima de muita ansiedade sobre o futuro da Zona Franca de Manaus (ZFM), às vésperas da deliberação e votação na Câmara Federal em Brasília (DF), as tratativas entre o governador Wilson Lima (União) e o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), foram atendidas.
As articulações de Wilson Lima não apenas mostraram para Haddad que o que estava em jogo era o futuro econômico da região, como também o futuro da floresta, o que sempre é ameaçado, paralelo às ameaças ao modelo econômico, previsto na Constituição Federal de 1988.
É pauta também do governo petista de Lula, a defesa dos povos amazônidas e a proteção do bioma amazônico, no entanto, o projeto criado pelo grupo de trabalho na Câmara sobre a Reforma Tributária, não trazia garantias sobre a ZFM.
Ao ser taxativo em dizer que “acabar com a Zona Franca é tocar fogo na floresta” o governador do Amazonas, Wilson Lima, conseguiu sensibilizar Haddad e o governo federal, para a necessidade de se pensar bem ao votar qualquer pauta que prejudique o modelo econômico de desenvolvimento da região.
Wilson Lima já havia sentado com técnicos e tinha nas mãos soluções para a continuidade da ZFM. O governador precisou esperar esta quinta-feira (06), dia da leitura do texto da Reforma para ter a certeza de que aquilo que foi conversado com Haddad, ou seja, as garantias, constam na Reforma Tributária.
O governador ainda não se pronunciou, mas deputados como Amom Mandel (Cidadania) já comemoram.
“Acabamos de receber o relatório final da Reforma Tributária. As exigências da bancada do Amazonas foram atendidas e o relator cumpriu a promessa. Vence a Zona Franca de Manaus por enquanto”, publicou em sua rede social o parlamentar.

Em entrevista ao Boa Noite Amazônia desta quinta-feira, o deputado federal Adail Filho (Republicanos), confirmou que foram incluídos no texto dois principais pontos, ou seja, a criação de um fundo para compensar possíveis perdas e a garantia dos incentivos diferenciados para a ZFM, conforme está na Constituição. Agora a batalha é no rito da votação, como irão agir os deputados que enxergam a ZFM como pedra no caminho de seus estados.