Deputados do PL discutem e trocam acusações em grupo do WhatsApp, diz O Globo e UOL

Deputados do partido do ex-presidente Bolsonaro trocam acusações em grupo do WhatsApp após votação da reforma tributária.
Redação O Poder
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Após o deputado Vinicius Gurgel (PL-AP) tentar explicar em um grupo de whatsapp sobre o porquê de votar a favor da reforma tributária do governo de oposição do partido, na tarde deste domingo (9), um barraco teria iniciado, afirmam O Globo e UOL.

Deputados alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cutucaram Gurgel perguntando o motivo de ele estar se justificando. Outra estocada era questionar se o parlamentar dava explicações sobre o voto por estar com peso na consciência.

O deputado Vinicius Gurgel não deixou barato e propôs ao colega Gustavo Gayer (PL-GO) a recomendação para procurar o AA (Alcoólicos Anônimos), uma alusão à suposta embriaguez num acidente de trânsito que teria causado duas mortes há cerca de 20 anos — ele nega a acusação. Gayer contra-atacou chamando o colega de partido de corrupto, menção a uma investigação sobre desvios no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Deputados que estavam no PL antes da filiação de Bolsonaro passaram a chamar os aliados do ex-presidente de extremistas e radicais que fazem “oposição burra” votando contra projetos bons para o Brasil.

Na briga, nenhuma estocada ficava sem resposta. Os deputados alinhados ao ex-presidente disseram que os colegas eram do grupo “extremo centrista e emendista”. A primeira expressão é uma forma de chamá-los de centrão.

A segunda, que trocam votos por emendas. Houve sugestões das duas alas para que os insatisfeitos deixassem o partido. Em determinado momento, foi falado que o “PL do centrão” e o “PL radical” vivem um “casamento forçado”.

Acusações pessoais

A temperatura esquentou tanto que surgiram até acusações pessoais. Gayer ouviu a sugestão para procurar o AA e rebateu, chamando Gurgel de corrupto. A discussão já durava duas horas quando alguma providência foi tomada. Eram 17h36, quando os administradores do grupo limitaram que somente eles podiam postar, uma medida creditada à direção da sigla.

O grupo foi reaberto somente na manhã de hoje pelo líder do PL na Câmara, deputado Altineu Cortês (PL-RJ). Todos agiram como se nada tivesse acontecido e passaram a dar parabéns para o deputado Eduardo Bolsonaro, que fez aniversário no final de semana. Um deputado do PL definiu o silêncio desta manhã como “mais um dia normal no PL”.

O partido vive uma espécie de guerra fria entre bolsonaristas e quem estava na sigla da filiação dele antes. O racha ficou evidente na votação da reforma tributária.

 

Fotos: Divulgação Câmara dos Deputados

Com informações do UOL*

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