Relatora da CPMI de 8 de janeiro recebeu silêncio de Mauro diante seus questionamentos

Relatora da comissão questiona tenente-coronel Mauro Cid, que se recusa a responder perguntas sobre o uso de cartão de vacinação falso.
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PAÍS

Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de janeiro, o tenente-coronel Mauro Cid, permaneceu em silêncio, diante os questionamentos da relatoria. Ele foi beneficiado por um habeas corpus concedido pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, que o autoriza a não produzir provas contra si.

Durante a abordagem da Relatora da CPMI, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), ela procurou induzir suas perguntas sobre a utilização de uso de cartão da vacinação, levando a tratativa da CPMI para o lado pessoal, tentando sensibilizar Cid com uso de imagem de suas filhas.

“Está claro que houve por parte de seus familiares a utilização de cartão de vacinação falsificado por Vossa Senhoria”, julgou a relatora.

A senadora fazia menção ao fato de uma das filhas do tenente-coronel, viajar para os Estados Unidos em dezembro de 2022.

Continuando suas indagações ao depoente, a relatora da CPMI, continuou sendo interrompida pelos parlamentares que alegavam a saída do escopo das investigações e diante a ausência de perguntas referentes as conversas do ex-ajudante do presidente Jair Bolsonaro (PL) com o coronel Jean Lawand Júnior, sobre a uma minuta de decreto de Garantia de Lei e Ordem (GLO).

O julgamento das participantes da sessão da CPMI  é que a relatora se atentava a vida pessoal de Cid e não aos fatos das investigações da CPMI.

Ao finalizar, a senadora ainda foi repreendida pelos parlamentares devido a duvidosa pergunta do por quê a visita, no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, onde Cid está preso, do ex-comandante do exército, Eduardo Pazuello e o ex-secretário de Comunicação e advogado de Fábio Wajngarten.

Os parlamentares presentes entenderam a pergunta da relatora com conotação sexual, e pediram ao presidente da Comissão , Arthur Maia (União-BA), respeito ao depoente.

A senadora continuou ignorando os apelos dos parlamentares e ainda finalizou indagando a Mauro Cid, se ele se sentia abandonado por Bolsonaro, causando desdenho dos demais políticos.

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Foto Divulgação

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